Autor: Aristoteles Drummond

A confusão causada por uma exposição em Porto Alegre, encerrada pelo patrocinador antes do previsto, não é nenhuma novidade na vida brasileira. Nos anos 1920, o escritor, jornalista e ensaísta Humberto de Campos, o que mais vendia livros, criou uma revista voltada para temas de sexo com o nome de A Maçã, em que aparecia com o pseudônimo de Conselheiro XX. Jackson de Figueiredo, intelectual e muito católico, ficou chocado com a publicação e, sem saber quem era o verdadeiro editor, considerou-a atentatória aos bons costumes e defendeu sua apreensão pela polícia. Detalhe: Humberto já vinha assinando colaboração para os…

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A sociedade anda intolerante, preconceituosa, rancorosa e sem observar o cenário nacional e os tempos que vivemos. Falta a luz do bom senso para entender que cada momento é um momento e que cada personagem tem o seu momento. Devemos procurar agir de acordo com o possível e não pela via das paixões ou das “verdades” de cada um. Anda faltando humildade por tudo quanto é lado. A começar pelo comportamento lamentável de ocupantes de altos cargos, dominados por vaidades, ambições, mesquinharias, preconceitos; sem compromisso com a verdade, a paz, o interesse nacional. Ninguém quer abrir mão de suas verdades,…

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O país está mergulhado na crise e a sociedade vive a discutir questões alheias à solução dos problemas políticos, econômicos, sociais e até mesmo de natureza jurídica. Enquanto isso, a economia não consegue acompanhar o desempenho dos demais países. Estamos felizes com uma estagnação controlada e pela situação não ser ainda pior. O que, convenhamos, é um absurdo.

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Foi-se o tempo em que a oratória era fator determinante para o sucesso de um político. Ou mesmo a habilidade nas articulações. Antes praticada por pequenos grupos, divididos em governo e oposição, a política pós-redemocratização passou a ter como atores principais o eleitor, a opinião pública, os resultados econômicos e sociais.

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Um dos fatores da crise nacional, ampla pois envolve os três poderes   e a economia  é que nossa democracia, retomada em 1985, pela  iniciativa dos militares, sob o comando do presidente  Figueiredo,  deixou-se levar por todos os tipos de excessos. Foi isso que nos  trouxe a esse derretimento e apodrecimento das instituições, muito  mais para um regime anárquico do que uma democracia moderna.

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Muita gente pensa que nossa presença militar em conflitos tenha se limitado à Guerra do Paraguai, à nossa participação no final da Segunda Grande Guerra e à quase que simbólica presença na Primeira Guerra, onde a nossa Marinha de Guerra esteve presente. Mas não foi assim.

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Carlos Chagas, meu saudoso amigo e príncipe de nossos cronistas de política por mais de quatro décadas, se referia com frequência a obra inglesa O Médico e o Monstro, para comentar a contradição de governos ou políticos no trato de assuntos de alto interesse nacional. O mesmo governo ou político que acertava era o que, a seguir, errava.

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Curioso o nosso país. Discute-se uma ampla reforma política e nenhuma referência a uma consulta popular que venha a incluir a opção da monarquia parlamentarista, semelhante ao que ocorre em democracias sólidas como Inglaterra, Espanha, Holanda, Suécia, Noruega, Luxemburgo, Bélgica e tantas outras. No plebiscito de 93, a opção teve 13%, maior do que o PT na mesma época. E isso sem campanha organizada e ainda com a legitimidade da sucessão contestada pelo Príncipe Pedro Gastão, que alegava ter precedência sobre o primo D. Luís, filho de seu primo D. Pedro Henrique, que era o Chefe da Família Imperial. Questão…

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Há muita gente que faz, que marca presença na vida das cidades e do país,  exemplares, e não necessariamente personalidades da vida pública ou mesmo do meio artístico e cultural. No entanto, homens e mulheres que deram e dão bons exemplos, para melhorar a sociedade em que vivemos, nem sempre são destacados neste mundo em que os erros ocupam mais espaços do que os acertos.

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