O BRASIL TEM PRESSA

Tão importante quanto os projetos do presidente eleito e sua equipe, das medidas de saneamento das contas públicas, será a adesão do setor privado via investimentos e a colaboração dos demais poderes da República.

O Judiciário terá de entender que o país vive uma grave crise na economia e, portanto, não deve barrar iniciativas administrativas, tributárias ou de obras públicas, atrasando a recuperação do crescimento e do emprego. O Congresso também deve dar um crédito de confiança ao programa consagrado tão nitidamente nas urnas.

A própria administração da União deve ter consciência de que não é mais possível aberrações como uma usina hidroelétrica levar nove anos para ter um projeto aprovado. Muito menos a implicância de um membro do  Ministério Público barrar um porto de relevante importância como o de Maricá.

Os governadores devem aderir a linha da austeridade, enxugando despesas com pessoal, limitando salários e liberando projetos do setor privado. Os dois novatos na política, os governadores do Rio e de Minas, parecem afinados numa virada cultural importante. Mas precisam ter experientes na equipe, pois a memória das instituições é importante.

O maior dos desafios será certamente o de atrair capitais para estradas, ferrovias e portos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, favorecendo o Centro-Oeste. A ligação da Bahia com o Piauí, que é uma nova fronteira agrícola, foi projetada no tempo de JK e não foi feita até hoje. A BR-163, quase pronta, pode ter interdições já em janeiro, sacrificando a soja de Mato Grosso.

A opinião pública e os agentes econômicos, nacionais e internacionais, estarão atentos ao comportamento da burocracia, do Judiciário e do Legislativo.

Aliviar os cortes previstos só mesmo com uma forte vontade nacional de alienar ativos que podem ser explorados pelo setor privado, sem interferência dos demais poderes. Paulo Guedes já marcou um tento ao criar uma Secretaria de Privatizações.

Saber se comunicar com a população, envenenada pelos adeptos do atraso, será outro grande desafio do novo governo. Vai ser difícil, mas não impossível.

 

 

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