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Autor: Aristoteles Drummond
Recente estudo do banco suíço UBS revelou que os países com maior desigualdade social são Rússia, África do Sul e Brasil. A China e a Índia, sem dados oficiais, também não são nenhum modelo de distribuição de renda. Curioso é que constituíram um grupo hostil aos americanos, reforçado pela recente aceitação do Irã. Os BRICS, todos alinhados com a “nova esquerda”, têm na presidência a brasileira Dilma Roussef, da ala mais à esquerda do grupo liderado por Lula da Silva. No mínimo, é curioso que o assunto tenha sido discretamente noticiado. Variedades · Foi lançado no Palácio São Clemente,…
As eleições municipais deste ano podem se constituir em forte fator de fortalecimento da abalada democracia brasileira. Os abalos não têm origem nas supostas tentativas de golpe, muito menos nos delírios de derrotados. O que afeta a descrença popular é a qualidade dos políticos, envolvimento em casos de corrupção e até em posturas caricatas. A falta de nível é percebida por todos, incluindo os mais humildes, muitos levados a equívocos na hora de votar. Uma análise isenta das eleições tradicionais no Brasil até bem pouco revelam a mudança no perfil dos eleitos. Antes, desde as capitais a cidades mais modestas…
Tendo sido eleito em 2018, como resultado do desencanto do eleitorado com políticos tradicionais e no vazio provocado por sórdida armadilha a então maior liderança do Estado, o governador Romeu Zema não entendeu a oportunidade que o destino lhe ofereceu. Limitou-se a arrumar o caos provocado pelos anos PT – do qual o próprio governador Fernando Pimental foi vítima –, tendo sucesso, que o reelegeu. Gestor moderno, experiente empresário, trabalhador, Zema tem sido um bom gerente. Política, porém, é uma arte que vem de longe. Não perdoa amadores, é atividade que pede união, alianças, respeito a valores e a personalidades…
Essa história de avanço da extrema direita fartamente apontado na mídia, em geral, não corresponde à verdade. A começar por não existir extrema direita, restrita a um grupo insignificante em alguns países como a Alemanha. O que existe é uma reação dos povos que votam em relação a uma esquerda populista e corrupta, que trava o desenvolvimento econômico e social com paternalismo gerador de dependência do estado das camadas mais carentes da população. Este grupo tem o velho discurso do “nacionalismo”, da crítica aos EUA, da luta de classes. A pauta destes governos não tem afinidades com as questões que…
Os anos áureos da diplomacia brasileira terminaram no governo Geisel, quando o então chanceler Azeredo da Silveira desviou a política externa da Revolução do alinhamento com os aliados tradicionais, EUA e Europa Ocidental, base da União Europeia. Na questão, foi Geisel quem adiantou-se em reconhecer o governo de Angola, sabidamente alinhado a Moscou, e antes o Brasil foi o primeiro país a reconhecer o novo governo português no 25 de Abril. Mesmo na gestão de Afonso Arinos, no governo Jânio Quadros, os membros da casa de Rio Branco ainda eram no nível dos tempos do pai do chanceler, o “estadista…
O Rio de Janeiro tem uma tradição pouco conhecida no histórico de sua representação política que mostra uma postura nacional e não bairrista de seu eleitorado, desde sempre. Herança de século de capital do Brasil. Foram votados e tiveram influência homens públicos originariamente de outros estados brasileiros que acabaram fazendo política na então capital da República, no Estado da Guanabara e no Estado do Rio. Os exemplos são muitos. Nelson Carneiro, o deputado e senador de três mandatos, figura respeitada e reverenciada, teve um primeiro mandato como deputado federal pela Bahia. Outro baiano adotado pelo eleitor carioca foi o notável…
Existe um verdadeiro complô no ocidente contra o pensamento – e lembrança – popular em relação à monarquia. Uns, não apenas as esquerdas, muito atuantes como se sabe, mas setores ingênuos das classes médias não param para avaliar o passado. Todos os países que viveram a monarquia sabem que as repúblicas não acrescentaram nada aos povos, quando não prejudicaram na questão política, social e econômica. Mas promovem uma cortina de silêncio, que curiosamente não atinge a boa parte das sociedades. No Brasil, raras unanimidades são as avaliações de todos, incluindo gente humilde e de pouco conhecimento de história, de que…
A Revolução de 64 na arrancada de desenvolvimento econômico e social do Brasil, que nos elevou da 46ª economia para a oitava, recrutou talentos nas Forças Armadas e nos chamados tecnocratas. Homens preparados e sem militância política. Assim foi com a safra dos coronéis, como Andreazza, César Cals, Jarbas Passarinho, Ruben Ludwig e profissionais preparados, como Mário Trindade, que foi o primeiro presidente do BNH, Camilo Pena, o consolidador do ProÁlcool, Alysson Paolinelli, que lançou as bases do agronegócio relevante, Eliseu Resende, nos transportes e portos, e Pratini de Morais, tendo os três últimos aderido à política com mandatos…
Nesta urgência de se melhorar a classe política brasileira, fundamental para a saúde de nossa democracia, cabe lembrar os benefícios em passado recente da presença de empresários e militares na vida pública, em mandatos eletivos. Curiosamente depois de 64 é que não houve renovação. Foram poucos os notáveis do regime militar com mandatos, como foi o caso de Jarbas Passarinho no Senado. César Cals também foi senador, e Paulo Torres. Mas antes, a partir de 46, foram relevantes os senadores como Gilberto Marinho e Caiado de Castro, no antigo Distrito Federal, e deputados como Amaury Kruel, Epaminondas Santos e Menezes…
Logo após a renúncia de Jânio Quadros, o notável jornalista David Nasser publicou em “O Cruzeiro “artigo com o título acima. E vale lembrar daquele momento vivido pela democracia brasileira inexplicável à primeira vista, pois foi a eleição depois do governo JK, que apesar dos problemas com a inflação decorrente com os gastos na construção de Brasília, foi positivo, realizador e em clima de paz. JK anistiou dois movimentos de oficiais da Aeronáutica. Seis milhões de votos foram dados a Jânio, a maior votação da história, quase o dobro do recebido por JK cinco anos antes. A votação foi, salvo…