ZEMA E BOLSONARO

O governador de Minas, Romeu Zema, e o presidente, Jair Bolsonaro, têm muitos pontos em comum e diferenças que poderiam ser eliminadas para o bem de todos. E todos seriam a sociedade brasileira.

Ambos venceram eleições majoritárias contra a política tradicional, ambos defendendo teses liberais progressistas, interpretando um anseio da população por menos politicagem, mais objetividade e cuidados dirigidos ao bem comum. A opinião pública identifica, hoje, a preferência por temas políticos como que manifestações elitistas, ignorando os que sofrem e, agora, com a pandemia sofrem mais ainda.

O país pede crescimento econômico, investimentos que, sabe-se, só podem vir do setor privado, nacional e internacional. Com menos impostos, menos privilégios trabalhistas, menos burocracia e maior credibilidade do sistema de Justiça. Qual o investidor prudente enfrentaria incertezas políticas ou de interpretação da legislação?

Ambos são homens de mãos limpas, com mais de dois anos de governos sem mácula. O presidente é alvo de sistemática campanha, que tenta usar de todos os meios para minar seu governo e sua popularidade. Inexperiente no jogo político, reage, dando vazão a seu temperamento, proporcionando à oposição a satisfação de o ver descer ao nível dos ataques. Minas tem formação liberal e neste governo esteve representada pelo empresário Salim Mattar, que ganhou projeção ministerial pela tentativa de tocar o mais importante projeto da área econômica que teria sido as privatizações. Minas tem e faz historia.

O governador Zema, com experiência zero em política, intuitivamente assumiu a posição clássica dos mineiros, especialmente na política, na moderação, equilíbrio, simplicidade e sinceridade. Em nenhum momento, deixou-se levar por provocações no sentido de exibir discordâncias com o presidente. O povo entendeu e silenciosamente vem se tornando um líder no Estado, procurando apenas e tão somente ser um bom governante e não querer nada mais do que acertar. É sincero, mas se não fosse, seria sábio.

Minas já seria outra se pudesse cumprir o programa com que foi eleito e inspirou sua entrada na vida pública. Mas, pragmático, não agrediu ninguém e tem relações respeitosas e é respeitado pelos demais poderes. Vai fazendo o que pode.

Comparar os dois homens públicos nos leva a crer que falta ao Planalto o tempero mineiro. Foi-se o tempo de muitos mineiros na Esplanada dos ministérios.

No governo do presidente Figueiredo, por exemplo, ocuparam ministérios homens da grandeza e experiência de João Camilo Penna, Elizeu Resende, Israel Vargas, Murilo Badaró, Ibrahim Abi-Ackel,General Andrada Serpa, além de seu vice, Aureliano Chaves.

Agora, o que nos resta é chamar a atenção para as afinidades e as diferenças entre o presidente e o governador, e o primeiro acordar para aderir à maneira mineira de fazer política.

Os nossos sempre foram populares, como JK, Itamar e, certamente, teria sido Tancredo Neves. Olhar mais para Minas e estreitar laços com o seu governador, só fará bem ao Presidente da República.

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