DEMORA INEXPLICÁVEL NO AGIR

O prefeito Eduardo Paes completa um mês de governo sem nenhuma medida de impacto para atender à população que o elegeu, pedindo mais ação e disposição. Muita coisa não demanda recursos e a Prefeitura, em termos de caixa, entra o mês abarrotada pelo pagamento do IPTU em cota única, que deve ser significativo.

Medidas simples, como um projeto seguido de ação para restaurar a ordem no centro da cidade, hoje dominado pela população de rua, que, além de numerosa, começa a praticar delitos e agravando seu esvaziamento. Criar abrigos, buscar convênios com diferentes igrejas, convocar a sociedade para o resgate destes excluídos que não podem, não merecem nem devem ser abandonados nas calçadas. Ninguém ganha com este quadro dramático, de miséria e degradação, por um lado, e de indiferença da sociedade, por outro. E justamente em momento que tanto se fala em solidariedade. Deixar como está é crime. Em seguida, resgatar as zonas sul e norte, também afetadas.

O prefeito poderia, num lance de ousadia que não lhe falta, reabrir o comércio com três faixas de horário por atividades, o que seria uma maneira de retomar as atividades sem provocar aglomerações. Das 8 às 20 horas, poderia ter de dois a três blocos de atividades. Algumas, como o setor ligado à construção civil e decoração, estão concentrados em algumas ruas, como Buenos Aires e Frei Caneca, já poderiam funcionar das 7 às 13 horas. Roupas, calçados, cosméticos e salões, das 14 às 20 horas. Alimentação, comércio ou restauração, livres. E, nos bairros, abrir, no geral, três dias por semana, numa primeira fase. Isso seria realismo, e não proselitismo. E ação!

Com a Câmara de Vereadores já em atividade, deveria levar um pacote, ousado, de benefícios fiscais para incrementar o imobiliário em crise. Isenção de IPTU por dez anos ou mais para quem ocupar espaços no Porto Maravilha ou retrofitar prédios na região central, da Praça Onze a Praça Paris.

Urge o Rio reassumir sua liderança nacional e dar o exemplo de responsabilidade. Eduardo Paes tem de aproveitar os cem dias de paz com o legislativo e a própria mídia, que está sendo tolerante. E, claro, deixar de pensar em política e se meter em disputas que não tocam o interesse da cidade, como foi o caso da eleição para a Presidência da Câmara. Aliás, como se viu, uma causa perdida

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