UNIÃO POR PETRÓPOLIS

Há muito, Petrópolis não tinha representação política tão forte em Brasília. Os laços com a cidade do senador Carlos Portinho são grandes, assim como, pelo menos, quatro deputados federais. E o influente presidente do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson.

No entanto, a cidade carece de um olhar do governo federal, embora tenha dado bela vitória ao presidente Bolsonaro e a seu filho senador, Flávio Bolsonaro.

Mas a questão da BR-040 permanece uma novela sem fim. Em abril, a Concer sai e o novo edital não está pronto nem publicado, obviamente. Fala-se em mais de um ano no limbo. Sem concessionária e com obras abandonadas. O não pagamento do pedágio não é uma aspiração dos usuários, mas sim o término das obras, devolvendo paz e segurança a ligação com o Rio de Janeiro.

O abandono da subida da serra é flagrante, não apenas pelos buracos mal tapados. Mas pela crescente ocupação irregular de áreas em suas margens. Breve teremos ali uma versão serrana da Rocinha, do Rio. No trecho entre os quilômetros 85 e 50, as ocupações crescem, não bastando a favelização da União Indústria.

Itaipava está se tornando inviável em função das dificuldades de acesso, que perduram hoje quase que o dia inteiro. O trevo de Bonsucesso, com filas intermináveis pela manhã e à noite, o mesmo nos acessos pela  Ponte 31 de Março, mais adiante. Nada feito para se aproveitar os últimos terrenos vagos para a abertura de uma nova ligação com a BR-040. O comércio já se ressente, o que pode ser aferido pelo crescimento  do comércio de Araras, Nogueira  e de Pedro do Rio, para fuga aos engarrafamentos. O Estado tem acertado na Segurança, eficiente no centro e nos distritos.

A ligação do centro com os distritos de Corrêas, Nogueira, Bonsucesso e Itaipava, com a grande ocupação de conjuntos habitacionais levianamente autorizados, engessa a ligação, que ainda conta, entre a Avenida Rio Branco e Bonsucesso, com 24 quebra-molas. Não se faz o trajeto hoje em menos de 40 minutos. Uma viagem! A ligação da BR, saída 65 com Araras é um buraco só.

A Cidade Imperial, seus distritos, com turismo cultural, histórico, centro de gastronomia e hospedagem, não pode ver a qualidade de vida dos moradores e a simpatia dos visitantes caírem. A metade do movimento comercial e dos empregos no município tem alguma ligação com os chamados “veranistas”, muitos dos quais, hoje, em função da pandemia, moradores e decididos a permanecerem na cidade. O IPTU é dos maiores do Estado.

São muitos os exemplos de cidades de passado glorioso e presente doloroso.

Petrópolis não pode perder sua majestade!!!

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