SAÚDE PREMIUM NO PAÍS EM CRISE

Apesar da crise e de 14 milhões de desempregados, a saúde Premium no Brasil vive um grande momento, podendo se colocar entre as mais atualizadas em tecnologia e quadros médicos de excelência do mundo, sem nenhum favor. E não está mais restrita aos quatro notáveis hospitais de São Paulo, que tem um terço de sua clientela vinda do exterior, especialmente da América Latina. O Rio de Janeiro e Belo Horizonte são cidades dotadas de hospitais privados de primeira linha e todos com equipamentos de imagem e robots de última geração.

O setor de planos e seguros de saúde já protege cerca de 40 milhões de brasileiros, atraindo, inclusive, capitais internacionais. Os custos são geralmente altos, mas os serviços são de alta e sofisticada qualidade.

O setor enfrenta permanente ataque de projetos apresentados pela esquerda no Congresso Nacional, visando enfraquecer o setor, embora sem sucesso até aqui. Um deles seria do SUS, que é o serviço público de saúde, poder cobrar o atendimento emergencial de pessoas que possuam uma proteção privada. Prevaleceu o bom senso da maioria e não foi aprovado. Mas a rede conveniada com o governo, reunindo mais de um milhar de hospitais, sofre com tabelas muito baixas, tipo o equivalente a dez Euros, pela diária de um paciente, all incluse, que provoca distorções lamentáveis e a tabela de cirurgias ser igualmente deficitária. Mas, apesar de uma gestão duvidosa, o setor público, no geral, atende bem, considerando que a população de baixa renda no Brasil é superior a 120 milhões de pessoas.

Um fenômeno que vem dando certo são as clínicas populares, na periferia dos grandes centros e nas cidades do interior, com preços acessíveis, que atendem bem à população e alivia os serviços prestados pelo Estado. Este espaço de mercado não foi regulado, tendo surgido naturalmente, com base na velha lei da oferta e da procura. Um trabalhador prefere pagar o equivalente a 20 Euros por uma consulta a esperar semanas pelo atendimento público.

Com os custos cada vez maiores e equipamentos com tecnologia de ponta em evolução, a saúde pública precisa de uma política mais liberal, menos controlada e liberta de preconceitos ideológicos.

O Governo Bolsonaro está para lançar um projeto criativo para o setor de imagem, que seria contratar o setor privado para prestar serviços entre às oito horas da noite e às seis da manhã. Isso permitiria dar rentabilidade aos privados e melhor atendimento aos usuários, que teriam um desconforto bem menor do que a inexistência ou a demora no atendimento. No mais, os equipamentos públicos são de baixa produtividade pela demora na substituição e pela morosidade nos contratos de manutenção.

Estudos recentes demonstram que uma das dificuldades de o setor ter uma organização mais eficiente é a presença forte de sindicatos da área médica, em todos os níveis, tumultuando a evolução na gestão. E logo em ponto crucial para a população.

A falta de médicos se deve ao alto custo do ensino privado na medicina, onde as mensalidades nas faculdades oscilam entre o equivalente a dois mil a quatro mil euros e o setor público ter limitações de vagas disponíveis. Os cursos, no Brasil, têm um tempo médio de seis anos.

Países como a Espanha, de medicina avançada, já têm no chamado turismo de saúde uma fonte de empregos e geração de riqueza. No Brasil, além da cirurgia plástica e da odontologia estética serem de prestígio internacional, outras modalidades ganham espaço neste mercado, tendo sempre por base atendidos em planos de saúde.

Uma prova de que o setor privado, quando deixam, presta bons serviços para a qualidade de vida do cidadão. O que vale para todo o mundo.

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