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Autor: Aristoteles Drummond
Uma curiosidade na leitura de um apanhado das colunas de Ibrahim Sued, nos anos 1950 e 1960, é a frequência com que os grandes astros de Hollywood vinham ao Rio. Muitos a convite de Jorge Guinle, mas outros vinham por outras vias, o que fazia o Rio presente nas colunas internacionais da época, que eram publicadas em centenas de jornais pelo mundo. E a presença de brasileiros que estavam nas altas rodas. O diplomata Hugo Gouthier, por exemplo, foi com sua mulher, Laís, de convívio frequente com o Xá do Irã e sua mulher Soraia, quando servia na embaixada em…
A sociedade brasileira precisa refletir sobre a crescente perda de valores éticos, morais e cívicos, permitindo uma constante perda na qualidade de vida e felicidade das pessoas. O entretenimento, teatro, cinema, televisão, música popular e literatura marcham para o discurso único da afronta aos valores até aqui fundamentais na formação de nosso povo e de nossa cultura. O fato dos tempos modernos, em boa hora, ser mais plural, tolerante, liberal em todos os sentidos, não importa na negação dos antigos e tradicionais valores. Algumas distorções preocupantes têm sido o preconceito em relação à ação policial em defesa de todos. As…
Inacreditável que num mundo que teoricamente exalta a democracia, e num país das dimensões do Brasil, que, nos últimos 33 anos, elegeu com voto direto quatro presidentes, sendo que dois com dois mandatos, a mitificação de um terrorista, responsável assumido por ações de guerrilha com vítimas fatais prospere. A fraude envolve o militante comunista Carlos Marighella, com uma vida dedicada ao comunismo e à ação violenta como instrumento de luta para a tomada do poder. Ele foi o autor do “Minimanual da guerrilha”, traduzida em seis idiomas e adotado pelo comunismo internacional. Começou na Juventude Comunista, na Bahia, com menos…
O Brasil cada vez mais singular, pedindo uma maneira diferente para ser avaliado. O governo Bolsonaro vem apresentando um elogiável acervo de realizações, consolidando nos que acompanham de perto a política a certeza de que ele fala muita bobagem, equivocado total na pandemia mas com excelentes diretrizes d acervo de obras. Na pandemia, foi inconveniente desde o início. Chamou de “gripezinha”, depois disse que “todo mundo morre um dia” e, mais adiante, brincou que, ao tomar vacina, a pessoa “podia virar jacaré”. Ridicularizou o uso da máscara, não tomou vacina, criticou isolamento e lockdown, demorou na compra das vacinas alegando…
Não resisto a dividir com os leitores, neste início de ano eleitoral, a delícia que foi aproveitar a semana de festejos suspensos pela pandemia para reler, por acaso, o delicioso livro “30 Anos de Reportagem”, do inesquecível jornalista Ibrahim Sued, que ele publicou em 1983, com a colaboração das irmãs Anna Maria Ramalho e Bebel Monteiro. O Brasil daqueles tempos era diferente. Ibrahim foi testemunha e ator da história naquelas três décadas, até um pouco mais. Narra episódios a serem recordados. Em referência ao presidente Marechal Castelo Branco, homem cioso de sua autoridade e, segundo Ibrahim, com controlada vaidade, conta…
O noticiário sobre aqueles anos em que o regime autoritário era combatido por organizações financiadas e treinadas pelo comunismo internacional, sendo Cuba o agente mais atuante, raramente se refere aos crimes cometidos pelos integrantes da denominada “luta armada”. A escalada da violência é que determinou, em 1968, o endurecimento do regime através do Ato Institucional nº 5, que deu maior liberdade ao combate aos movimentos subversivos. Além da aventura irresponsável com que veteranos militantes jogaram jovens idealistas na conhecida “guerrilha do Araguaia”, as margens do rio do mesmo nome, na Amazônia, os atos terroristas urbanos foram mais exitosos e sanguinários.…
O Rio de Janeiro sempre foi uma cidade desejada para se viver e trabalhar. Além das belezas naturais, bons serviços médicos, estabelecimentos de ensino de referência, atrações culturais de grande potencial, patrimônio histórico, igrejas ricas, um clima alegre de alto astral na sua população. Quando capital do Império e da República, o Rio era destino disputado pelos diplomatas de todo mundo. Basta se recordar das qualidades dos que representaram seus países no Brasil. A sede nacional das grandes empresas nacionais e multinacionais era na Cidade Maravilhosa. Até os bancos sediados formalmente em outros estados tinham seus principais dirigentes ou controladores…
Os militares de alta patente ligados ao governo, incluindo o vice-presidente, Hamilton Mourão, e políticos experientes manifestam preocupação com a relutância do presidente Bolsonaro de reconhecer sua inviabilidade eleitoral. O nível de rejeição dificilmente será revertido, o que o coloca como que previamente derrotado numa eventual segunda volta. A esse grupo, junta-se o alto empresariado, especialmente o de São Paulo, que estaria assustado com a possibilidade da volta de Lula ao poder, menos por ele e mais pelo seu entorno, muito radical. O que ocorre no Peru, Argentina e no Chile é a eleição de uma esquerda radical, disposta a…
Relendo o Em Vez, livro de crônicas de Carlos Lacerda, saboreei três monumentais entrevistas que ele fez, com Magdalena Tagliaferro, um monstro do piano, Tom Jobim e, por fim, com o rei Roberto Carlos. O livro é de 1975, com dedicatória a mim. Magdalena Tagliaferro foi uma pianista brasileira, nascida em Petrópolis e falecida no Rio, em 1986, aos 94 anos, de presença internacional. Morou muitos anos em Paris, onde consolidou sua formação, aluna do notável pianista Alfred Cortot, que foi ministro da Cultura em Vichy. No Brasil, teve como aluno outro grande nome, Jacques Klein, na França conviveu com…
Petrópolis tem uma importante pauta a ser cumprida para crescer na economia e na qualidade de vida de sua população. Embora com uma boa arrecadação, IPTU mais caro do que no Rio ou Niterói, as despesas são imensas e o funcionalismo exagerado. O ideal seria ter menos gente e melhor remuneração para os que trabalhassem em atividades essenciais, como educação, saúde e segurança. Mas progredir não pode ser um projeto solitário da Prefeitura. Pede, exige, a coparticipação do Estado e da União. A BR 040 é parte fundamental da cidade e o município deve apoiar a concessionária na obtenção de…