HOMENS QUE FAZEM A DIFERENÇA

O desenvolvimento de uma nação não se faz com bons discursos nem com boas intenções. E acima dos fatores sociais e culturais, tão a gosto dos acadêmicos, a história mostra que depende muito de se ter o homem certo no lugar certo.

A história está cheia de exemplos de personalidades respeitadas pela obra literária, pelas lutas por justiça social, pelos exemplos de probidade e espírito público. Nada mais justo.

Mas uma parte pouco estudada e revelada é a das realizações, das grandes obras públicas nas grandes instituições. Na verdade, muitos chefes de estado tiveram liderança e longevidade no poder por estas obras, e não pela parte política.

No Brasil, enfatiza-se mais o governo democrático, a personalidade cordial e alegre de JK, realmente dignas de toda simpatia, e o seu injusto afastamento da vida pública do que seu imenso acervo de obras. As novas gerações desconhecem que devemos a JK o grande salto na energia elétrica, nas estradas, na implantação da indústria automobilística e na atração das grandes multinacionais que determinaram nossa industrialização.

No caso de 64, só se fala da censura parcial – um erro e uma bobagem – e dos confrontos com a luta armada, que sequestrava, assaltava bancos e matava inclusive aqueles que queriam abandonar a aventura. Violência gera violência e, neste item, ninguém tem razão.

O problema é que se sonega a sociedade lembrar que devemos aos militares e à equipe de notáveis em sua época, como Roberto Campos, Otávio Bulhões, Delfim Netto, Nestor Jost, Mário Henrique Simonsen, os coronéis Andreazza, César Cals e Jarbas Passarinho, e os generais Costa Cavalcanti e Ruben Ludwig, entre outros, grandes e fundamentais realizações.

O antigo Estado do Rio tem até hoje como referencia as obras dos governos Amaral Peixoto, um militar de muita visão e sabedoria politica.

O povo arquiva político sem obra. No Rio mesmo, tivemos governador que não se elege nem deputado, pois seu legado foi zero. Preferiu brigar com o então Presidente da República que o elegeu. Um Doria da eleição de 86.

 

Publicado em: Jornal Diário de Petrópolis

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