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Impressiona como a cidade tem gargalos no seu trânsito que poderiam ser resolvidos com mera gestão. Um dos casos mais gritantes se refere à sincronização de sinais, que se limita hoje à Rua Barata Ribeiro, pois na Avenida Rio Branco, com o VLT, ficou difícil a programação.
Curioso é que a sincronização da Barata Ribeiro foi feita no governo Negrão de Lima, na gestão de Celso Franco no Detran, quando se começava a usar computadores. Nas demais artérias da cidade, nada foi feito desde então.
Mas temos cruzamentos complicados que pedem um mínimo de atenção. É o caso da Avenida Antônio Carlos, na região do Tribunal de Justiça, que não consegue fazer escoar o movimento proveniente da Almirante Barroso e por vezes bloqueando o cruzamento.
Há, ainda, artérias engarrafadas em todo o Rio, como a Lagoa Rodrigo de Freitas, nos acessos ao Túnel Rebouças e na saída para a Afrânio de Melo Franco. A prefeitura poderia pensar em usar passagens subterrâneas, como as que existem em Belo Horizonte e outras cidades. Em Minas, chamam de “barreiras” e resolvem bem e a um custo muito inferior ao de viadutos. Seria o caso do cruzamento da Wenceslau Braz com a Pasteur, outro ponto congestionado na Zona Sul.
Até na Linha Vermelha, direção Baixada, caberia criar um acesso à Ilha do Governador e ao Aeroporto, na altura do acesso ao Fundão. A entrada da cidade pela Av. Brasil ou Linha Vermelha – João Goulart – parece ser o desafio maior a ser estudado.
Tão logo a atividade econômica volte a crescer, a cidade precisa estar preparada para suportar o aumento do movimento. Desde o último mandato de Eduardo Paes não foram feitas grandes intervenções na cidade.
São Gonçalo pede urgência para o metrô ou mesmo para o uso de barcas com acesso pela região de Paquetá, que fica a menos de meio quilômetro de um possível porto na grande cidade-dormitório do Grande Rio. A baía também poderia ser contemplada com transporte marítimo, como no Império em que o Imperador apanhava o trem em Mauá, indo até lá de barco.
É preciso abrir o debate sobre a questão.
Publicado em: jornal Correio da Manhã 08/08/25