D. Sarah Kubitscheck

A política é uma atividade que vem desde que o mundo é mundo. A construção da civilização pediu líderes, homens de vocação para servir o próximo, para organizar as comunidades, que se transformaram em cidades, estados, países. Nestes séculos e séculos, houve casos de violência, abusos, desonestidade e a mancha da escravidão. Mas veio também o progresso, o apoio aos avanços da medicina, da música, das artes em geral, da indústria, desde as artesanais as mais modernas de nossos dias. Tivemos tiranos, uns mais esclarecidos do que os outros, mas até eles deixaram legados positivos.

A política, entretanto, sempre foi maculada pelo oportunismo, a demagogia, a traição. São muito comuns os casos “da criatura se virar contra o criador”. E a formação de uma rede de proteção aos abusos por meio de legislações que garantem a impunidade, como, no caso brasileiro, a recente e ousada decisão do STF de deixar a prisão de condenados valer depois de esgotados recursos que levam anos e a consequente impunidade.

Percebe-se, aqui e nas demais democracias, o surgimento de uma nova geração que busca uma renovada forma de fazer política, atendendo a um verdadeiro clamor público. Hoje, não temos mais o império da ignorância, com as mídias sociais presentes em todos os lares, inclusive os mais modestos e humildes. Acredita-se que os que alimentam ódios, promovem a baderna, estimulam divisões entre raças, religiões, classe econômica e social, com base em ressentimentos e na inveja, estejam em seus últimos dias. Existe muita maldade, mas a índole do homem ocidental e cristã é boa.

Em andanças pelo interior de Minas, visitando amigos, procurando ser útil a iniciativas que cultivam nossa história, tenho testemunhado um sentimento muito positivo no sentido da percepção da injustiça, da fraude e da traição pela via da ingratidão.

Independente de corrente partidária, parece, e é assim percebida pela população, que o deputado Aécio Neves foi um bom governador em seus dois mandatos e no subsequente em que ele elegeu o senador Antonio Anastasia.

Políticos do interior, eleitores em geral, são reconhecidos aos trabalhos positivos daqueles anos, o que se comprova pela facilidade com que Aécio foi reeleito e, depois, fez o sucessor e se elegeu para o Senado. Não é uma opinião, é uma constatação. Já no meio político nacional e mesmo da capital BH, muitos se omitem na defesa do antigo comandante, que, afinal, não responde por nenhuma acusação formal, mas sim por especulações, algumas já reconhecidas pela criatividade fantasiosa. A começar pelo seu partido a nível nacional, que teve de ceder ao seu prestígio nacional e não insistir numa quarta candidatura derrotada  de origem em São Paulo. Aécio perdeu por pouco e há quem acredite que tenha sido vítima de fraude eleitoral.

Comprovando não se tratar de nenhuma teoria da conspiração, o prefeito de São Paulo, sem motivo algum, atacou, sem citar o nome o deputado Aécio. Mas este reagiu a altura em nota pública de protesto. Este segmento da politica paulista não se conforma que a política de café com leite hoje é dar prioridade a Minas, pois  até o nosso café é de melhor qualidade e quantidade, assim como nossos governantes.

Aécio, pela votação que teve no auge dos golpes recebidos, pode ter futuro, principalmente na terra que, através dos séculos, repudia Joaquim Silvério dos Reise seus herdeiros . A palavra final virá da Justiça e do povo . E nunca daqueles que fizeram da ingratidão, da covardia , uma opção que a sociedade não aceita .

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