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Há dias, no Rio de Janeiro, o cardeal arcebispo, Dom Orani Tempesta, presidiu solenidade em que foi ordenado padre Carlos Eduardo Carneiro Costa Hermeto, que vem a ser neto do empresário Carlos Carneiro, que por décadas foi a referência maior do imobiliário em Belo Horizonte. O novo clérigo é bisneto de Juventino Dias, que nos anos 1950 estava entre os maiores empresários da indústria mineira. O padre Carlos Eduardo descende de velhos troncos mineiros, incluindo os pioneiros na fundação da histórica Dores do Indaiá. Carlos Carneiro Costa, o avô, que tem notável biografia assinada por Osório Couto, referência no mundo intelectual católico de Minas, foi homem de profunda fé e viveu dentro dos ensinamentos da Igreja, o que deve certamente ter influído na vocação do neto.
Oportuno lembrar que Minas tem tradição de vocações sacerdotais desde sempre. O estudioso Hugo Machado, Cavaleiro da Ordem do Santo Sepulcro e da Ordem de Malta, as duas mais importantes ordens leigas da Igreja, descendente da famosa Dona Joaquina de Pompéu, lembra em recente trabalho que a grande matriarca mineira deu à Igreja, em diferentes gerações, três cardeais brasileiros, Dom Geraldo Proença Sigaud, Dom Carlos Carmelo de Vasconcellos e Dom Lucas Moreira, além do bisneto padre Miguel Dias Maciel, que inclusive foi deputado federal, e do contemporâneo padre Marcelo Rossi, nascido em São Paulo, mas descendente de Dona Joaquina. Na PUC-MG, destacou-se o padre Alexander Machintye, neto do estadista Augusto de Lima.
Outro nome que ilustra a Igreja e honra Minas Gerais é o do padre José Carlos Aleixo, filho do admirável Pedro Aleixo e professor emérito da Universidade de Brasília.
O padre Carlos Eduardo fez graduação em publicidade em Belo Horizonte, pós-graduação em Teologia e formou-se no Seminário São José, no Rio de Janeiro.
A marca de prelados ao longo da história é grande e permanece em todas as gerações.
Publicado em: Jornal Hoje em Dia 28/04/26
