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Autor: Aristoteles Drummond
Ousar na gestão pública, inovar, pode custar no primeiro momento manifestações invejosas dos adversários. Quando, em 1966, o governador do Rio Negrão de Lima resolveu alargar a Avenida Atlântica, uma via congestionada e sem futuro para a cidade no rumo ao sul, incluindo São Conrado e Barra da Tijuca, a oposição chegou a dizer que o mar retomaria a área criada, ameaçando até os prédios já existentes.
A burocracia excessiva sempre foi apontada como uma das causas a dificultar o investimento estrangeiro no Brasil e até mesmo inibir empreendimentos nacionais, tal o volume de exigências a serem cumpridas. Desde o licenciamento de obras, as ambientais, a paquidérmica legislação trabalhista e a carga fiscal que, além de alta, envolve mais de 60 impostos diferentes. Os presidentes militares tentaram resolver o problema e chegaram a criar um Ministério da Desburocratização, entregue ao empresário Hélio Beltrão. Mas os avanços foram mínimos. A cultura das exigências está enraizada no setor público brasileiro.
Talvez, ao longo da história republicana, seja a atual crise que vivemos a mais singular na medida em que envolve os três poderes da República. O equilíbrio entre Judiciário, Legislativo e o Executivo passa a ser fundamental para a estabilidade democrática, a paz social e o atendimento dos reclamos por Justiça no que toca aos abusos conhecidos no trato da coisa pública. Uma operação de limpeza atinge neste momento toda a Nação, incluindo o setor privado e a ética dos agentes ligados de alguma forma aos poderes constituídos.
Os ingleses vêm dando ao mundo grandes frasistas. Entre os intelectuais, o maior de todos é o autor deO Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde, que dizia, referindo-se aosmedíocres, “Como não foi genial, não teve inimigos”, por exemplo.
1964, o movimento teve o apoio da população, dos políticos e da mídia. Rio – Nessas manifestações que estão se tornando rotineiramente chatas, contra e a favor, tem muita gente que defende a “volta dos militares” ou bradam “militares nunca mais”. Bobagem completa. Em 1964, o movimento teve o apoio da população, dos políticos e da mídia. A resenha de jornais, como a nossa na internet, atestam esta realidade histórica. Entre os de bom senso, contra e a favor de 64 — eu sou a favor —, existe o consenso que meio século depois o mundo é outro, os instrumentos de defesa da…
Soa estranho o que vem ocorrendo com nossas maiores e mais conceituadas estatais. A Petrobras virou caso de polícia, aqui e no exterior. A Eletrobrás acaba de divulgar prejuízos consideráveis. E olha que a empresa é conceituada pelos seus técnicos e quadros administrativos, que dotou o Brasil de um exemplar parque gerador hidráulico, incluindo duas das maiores usinas do mundo, a binacional Itaipú e a Tucuruí.
As cidades brasileiras possuem hoje uma frota de taxis moderna, com carros quase sempre novos, idade média oscilando entre os dois e os três anos, oferecendo conforto aos usuários e satisfação aos profissionais, quase duzentos mil em todo o Brasil. Mas pouca gente sabe da historia deste incentivo.
O Rio completa 450 anos sem conseguir eliminar alguns de seus problemas graves, mas de baixo custo para o poder público. E, no entanto, são importantes na qualidade de vida da população, na imagem da cidade, no fortalecimento de sua vocação para o turismo – hoje, prioridade em função da rede hoteleira ter baixos índices de ocupação.
É o caso do grande jornalista, teatrólogo, homem de cultura Guilherme Figueiredo, que estaria fazendo cem anos e foi um furacão em meio século de intensa presença em nossas letras.
Estamos em área de turbulência. As péssimas práticas administrativas perduram, como se não bastassem as dificuldades crescentes na economia, as dúvidas em reverter a desconfiança dos mercados em relação ao ambiente de negócios no Brasil, os escândalos envolvendo corrupção nos mais altos níveis da República, a crise mundial que impossibilita a obtenção de financiamentos e de novos investimentos. Nada leva os governantes em geral a uma maior atenção no uso das entidades públicas, especialmente estatais, para fins políticos menores.