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A pandemia trouxe um visível aumento na questão da segurança pública, especialmente no centro da cidade, Copacabana e Botafogo. Apesar dos esforços das polícias, a situação anda levando a intranquilidade à população. Ruas como Dona Mariana e Sorocaba, em Botafogo, muito escuras e com população de rua, têm sido palco de assaltos, roubos de automóveis.
Não basta a simples presença do policiamento, mas que este possa agir com a devida energia e conduzir os que têm contas a prestar ao recolhimento. Curiosamente até nisso a sociedade anda dividida, sendo exemplo mais chocante a mobilização dos defensores dos chamados “direitos humanos” em Minas Gerais, questionando a ação policial no desmantelamento de uma organização criminosa de grande porte e muito bem armada. O PSOL e os movimentos sociais de esquerda estranham as mortes de 25 bandidos e nenhuma de agentes da lei. Inacreditável, mas é o que ocorre em Minas e, por vezes, no Rio.
Combater a violência passa por uma melhor iluminação, abordagem em busca de elementos armados, suspeitos, o que pode ser feito sem violência ou intolerância, com presença policial e apoio da população. Não se pode combater marginais e ao mesmo tempo considerar que não passam de “vítimas da má distribuição da renda”. Este tipo de observação mostra, acima de tudo, um preconceito inaceitável para com os brasileiros de baixa renda ou desempregados, gente ordeira e honrada, que não são marginais. Hoje, os delitos envolvem muitos jovens das classes médias, em função do problema das drogas.
O momento é grave, a população precisa de paz, o turismo depende muito da segurança para captar no mercado. Um episódio como o assalto ao Consulado de Portugal, há semanas, repercutiu, e muito, nas reservas feitas pelas agências portuguesas. A polícia precisa encontrar os autores o mais rápido possível.
Sem segurança, fica difícil resolver o econômico e o social.
Publicado em: Jornal Correio da Manhã 19-11-2021