RECORDANDO GENTE BOA DO RIO

O Rio chegou ao fundo do poço em relação à qualidade de seus políticos. Agora é o momento de valorizar os sobreviventes no respeito da população e dar oportunidades, no município e no Estado, para uma nova geração se revelar. Um desafio para Prefeito e Governador.

Com mais de meio século de cobertura da política carioca e fluminense, ocorre-me informar ou lembrar os leitores que a cidade do Rio de Janeiro, como Distrito Federal ou Estado da Guanabara, teve presença de políticos de primeira grandeza. Senadores foram os militares Napoleão de Alencastro Guimarães, Caiado de Castro e Gilberto Marinho, Amaral Peixoto, Paulo Torres. E mais: Mozart Lago, Hugo Ramos Filho, Afonso Arinos Sobrinho, Saturnino Braga, Nelson Carneiro, Danton Jobim. Na Câmara dos Deputados, figuras de presença intelectual e política do peso de Carlos Lacerda, Adauto Lúcio Cardoso, Flexa Ribeiro, Raimundo Padilha, Álvaro Valle, Roberto Campos, JG de Araújo Jorge, Juarez Távora, Danton Coelho.

A Assembleia Legislativa, nos dois lados da Guanabara, também reunia políticos dedicados, preparados, atuantes, como Levi Neves, a quem devemos o primeiro cemitério israelita do Rio, o Comunal do Caju, Silbert Sobrinho, o admirável professor Alberto Cotrim Neto, o polivalente Mário Saladini, a dedicada Yara Vargas, Raimundo de Brito, Mauro Magalhães, Celio Borja, Augusto do Amaral Peixoto, Saramago Pinheiro, Flavio Palmier da Veiga, Luiz Braz e outros que deixaram boas referências em seus mandatos. E ainda os governadores do nível de Lacerda, Negrão, Amaral Peixoto, Faria Lima.

Hoje, mal se sabe o nome dos secretários, por melhor que possam ser. Mas tivemos homens consagrados na vida da sociedade que emprestaram sua capacidade e idealismo às secretarias, como Marcelo Garcia, Hildebrando Monteiro Marinho, na saúde; Antônio Vieira de Melo, Yara Vargas, na educação; na Casa Civil, José Zobaran, Luís Alberto Bahia, Pedro Gomes, Carlos Costa, Humberto Braga; nas obras, João Augusto Maia Penido, Paula Soares, Veiga Brito e outros.

Quem viveu a época, e tem referência desses nomes, pode acreditar que temos exemplos a serem seguidos e é missão de cada um lutar pela qualidade de quem serve de alguma maneira à população. É preciso gente a altura do Rio, na educação, no sentido estético em geral. O Rio tem charme e classe.

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