O Rio precisa de apoio

O Estado e a cidade do Rio estão com seus projetos, para a recuperação da economia, do turismo, do emprego e da segurança, praticamente prontos.

Projetos de revitalização que dependem apenas de uma coordenação e de apoio do governo federal. Este tem agora uma chance de marcar positivamente o mandato e a família Bolsonaro na vida do Estado, independentemente de outros problemas que venham a ter no evoluir dos embates políticos em que estão envolvidos.

Isso por causa da proposta contida em trabalho acadêmico publicado e divulgado por Merval Pereira em seu artigo no Globo. Trata-se de o Rio ser “uma segunda capital” como ocorre em outros países com sucesso, como na Alemanha (Bonn e Berlim), Rússia (Moscou e St. Petersburgo) e Holanda (Haia e Amsterdam). Já foi alinhado pelo grupo Coalizão Rio, que reúne um grupo eclético, suprapartidário e ideológico, unido no debate e na busca da recuperação do Rio, com fortes argumentos.

O Rio, por ter sido capital do Império e da República até 1960, tem entidades de referência como Biblioteca Nacional, Instituto Militar de Engenharia, Fundação Oswaldo Cruz e a maior concentração militar do país. Há ainda importantes espaços culturais, como Instituto Histórico, Real Gabinete Português de Leitura, e museus, como o Imperial de Petrópolis, Belas Artes, Arte Moderna, do Amanhã, de Arte do Rio (MAR), o de Arte Contemporânea de Niterói, o da República, Casa Rui Barbosa, Teatro Municipal, Cidade da Música, muitos auditórios de porte e bem equipados. Além de entidades de repercussão nacional, como Associação Comercial e CBF, e empresas do porte das maiores seguradoras, Sul América e Bradesco, BNDES e Petrobras e Eletrobrás, com sede legal em Brasília mas de fato no Rio.

O Estado tem o turismo crescendo no interior e no litoral. O aeroporto de Cabo Frio, que já recebeu voos da Argentina, poderia ser mais usado com outras origens, como São Paulo e Belo Horizonte. No Vale do Paraíba, um grande esforço está consolidando o Vale do Café e Vassouras como centro relevante por meio da Fundação São Fernando, admirável mecenato de Ronaldo Cezar Coelho. O setor de saúde privada voltou a ter relevância.

É preciso reunir um grupo com governador, prefeito, Associação Comercial (entidade independente) senadores e cidadãos relevantes como Ricardo Amaral, Sérgio Castro, Roberto Medina e outros, para formularem a agenda positiva a ser cumprida. É só a vontade política e criatividade para preservar o Rio que todo brasileiro ama.

 

Publicado em: Jornal Correio da Manhã 19-08-2021

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