NOVAS PRIORIDADES

Superada a aprovação da Previdência –espera-se que ocorra sem novidades no Senado –, é hora de se pensar em como modernizar nossa legislação na área da atração de investimentos. O problema não é apenas conter o déficit, os gastos desnecessários ou mal geridos, mas, sim, avançar na qualidade de nossos produtos, na geração de empregos, na melhoria de nossa mão de obra. Não basta gerar empregos; é preciso ter bons empregos, ampliando o mercado interno.

Impressiona a insensibilidade da oposição que insiste em travar a decolagem de nossa economia em favor do povo, da família brasileira. Agarram-se a privilégios, a conceitos ideológicos, e superados, a tentativas de explorar a ingenuidade popular com promessas e propostas fora da realidade dos novos tempos. Não percebem que este mesmo povo está mais atento ao que se passa e assim demonstrou na eleição presidencial, nas manifestações de rua de apoio às reformas e ao fim da impunidade, apoiando de maneira inequívoca o ministro Sérgio Moro, vítima de sórdidas investidas de comprometidos de toda ordem com a corrupção.

É preciso que se saiba que só podemos ganhar com os acordos internacionais, como o recente do Mercosul com a União Europeia, se tivermos um país moderno, com menos burocracia e menos impostos. Temos de investir no treinamento de nossos jovens para o mundo digital. Nosso sistema aduaneiro não é apenas pesado pela carga fiscal, mas, principalmente, pela burocracia.

Percebe-se que vivemos um momento crucial. Ou fazemos a opção pelo progresso e pela riqueza ou vamos continuar a ser uma promessa, o país do futuro. De um futuro, aliás, prometido há tanto tempo e que ainda não chegou.

A persistir os entraves, a economia cairá mais e a violência crescerá, com a indignação de uma população que não parece disposta a aceitar este quadro. Mas somos grandes demais para suportarmos uma agonia como a que passa a Venezuela.

A prioridade é crescer, crescer e crescer.  O mundo se prepara para isolar os que não conseguem competir, por erros e equívocos apontados pelos organismos internacionais. E cada povo terá de assumir responsabilidades  quando vier a se manifestar democraticamente.

O México está neste caminho perigoso e a Argentina, dentro de três meses, vai fazer a sua escolha. O Brasil fez uma opção firme, que não pode ser barrada pelos derrotados.

 

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