Faltam poupança e liderança

A desnacionalização de setores estratégicos de boa parte dos países fora do G20 se deve a uma política equivocada e pouco mostrada ao povo, em especial o que vota e escolhe os governantes, que provoca a alienação de grandes empresas. Estas, em sua maioria, prestadoras de serviços públicos.

Na Europa, os chineses ganham espaço cada vez maior na banca, nos seguros e na energia, pois os governos, geralmente de esquerda, gastaram o que não podiam e se endividaram de forma irresponsável. E dívida pública não é para cobrir prejuízos de bancos estatais ou privados, aumentar salários do setor público, nem cobrir déficit de tarifas de transportes. Dívida é para investir.E a esquerda gosta de investir em votos.

Na América Latina, o fenômeno se repete e agora surgem movimentos que unem esquerda e direita “contra o avanço da China”. Ora, o que fazem das empresas,especialmente  estatais,uma fonte de prejuízos que custam muito a cada cidadão é o que se vende por falta de capital próprio e o fato de os percentuais de poupança interna estarem longe dos índices recomendados e  praticados até os anos sessenta, por  exemplo.. E, no casos de empresas públicas, pela falta de gestão. Na Espanha, por exemplo, cada contribuinte gasta cerca de 130 Euros, por ano, para cobrir orçamento, das TVs estatais –  geralmente, generosas empregadoras de militantes políticos. Os governos regionais devem, e muito. Em breve, nem se terá mais o que vender. E uma cortina de silêncio protege o assunto.

No meio dos endividados, estão os clubes de futebol, que devem à banca e a Finanças públicas, em meio a transações milionárias. E com casos de corrupção em todo o mundo.

Enquanto isso, setores que afetam a vida do cidadão, como a saúde, sofrem com a falta de recursos e o setor privado vai desaparecendo em função da baixa remuneração, da falta de pagamento e das exigências não estabelecidas nos contratos iniciais. Na verdade, o que também se esconde é que a saúde pública é cara e ineficiente. O absenteísmo é grande e as greves, frequentes. A gestão é, por vezes, criminosa na perda de validade de medicamentos importantes e caros. Não há controle. Por isso as classes médias- e altas- gastam tanto com planos e seguros de saúde.

A revolução que se espera é  aquela que vem do fundo da alma da população que paga cada vez mais impostos e recebe cada vez menos, vendo os detentores de cargos públicos envolvidos em  escândalos, muitos impunes pela morosidade na apuração dos malfeitos. É urgente, para salvar a Ordem e a liberdade em muitos países, que se trate as questões ligadas à economia e à gestão com realismo. Para impedir a marcha para o caos, que parece inexorável.

No Brasil, vive-se uma tentativa de se cair na realidade, que vai depender muito do Parlamento. Mas, hoje, a falta de realismo afeta as democracias como no Reino Unido, Espanha, Portugal, Bélgica e Itália. E isso para ficarmos apenas nos casos mais conhecidos. Situação que só faz crescer o tamanho e a profundidade da crise. Falta bom senso e reais bons propósitos

Nesses momentos é que se percebe a importância dos grandes líderes. Mas, infelizmente, estes também entraram em fase de extinção. Na história das grandes nações são muitos os exemplos de salvadores da pátria,como Napoleão e século e meio depois, De Gaulke,na França , Adenauer ,na Alemanha, Golda Meyer e Moshe Dayan em Israel, Reagan nos EUA , Churchill,  Thatcher no Reino Unido  E claro sob o ponto de vista histórico de reerguimento de nações no caos, Mussolini, Salazar e Franco e de virada salvadora Mário Soares , Gorbachov .

 

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