Centenários mineiros emblemáticos

O centenário de Oscar Dias Correia, ocorrido há dias, chama a atenção para a importância da divulgação da vida, obra e a relevância de homens que legaram também exemplos de correção e dignidade, importantes para o conhecimento das novas gerações. O patrimônio de Minas é rico nestes vultos, que não podem nem devem ser esquecidos. Afinal, nos anos correntes, o que tem faltado são homens desta grandeza. Não podemos ficar apenas na Inconfidência e nos titulados do Império, que tanto ajudaram o Imperador Pedro II no sucesso de seu meio século de reinado.

A grande homenagem ficou por conta do belo artigo do Presidente José Sarney, sobre Oscar, que foi seu companheiro de UDN e seu Ministro da Justiça.  Artigo este que a Assembleia mineira deve de  fazer  integrar seus anais.

A Assembleia de Minas iniciou uma coleção com depoimentos de figuras exemplares de nossos tempos. São testemunhos preciosos, como foram os de Oscar Correia, Pio Canedo, Rondon Pacheco. Não é justo que personalidades que ajudaram a formar a cultura, o progresso e o prestígio de Minas fiquem apenas conhecidos pelas avenidas que levam seus nomes, como João Pinheiro, Bias Fortes, Augusto de Lima, Afonso Penna, Francisco Campos, Antônio Carlos de Andrada, os irmãos Octacílio e Francisco Negrão de Lima, Israel Pinheiro, entre tantos. Além é claro de lembrar seus grandes empresários, banqueiros como Moreira Salles, Magalhães Pinto, Manuel Ferreira Guimarães, João Nascimento Pires, Clemente Faria e os filhos Aloisio e Gilberto, na engenharia Jose Mendes Junior, Roberto Andrade, Walduck Wanderley, Carlos Carneiro Costa, Amaro Lanari, Américo Gianneti.

Lembrar e exaltar esses homens devem ser parte do currículo no ensino médio no Estado. E as biografias, aprovadas por uma comissão permanente de alto nível, sem viés político ou ideológico, ou com pluralismo garantido. A presença do Instituto Histórico de Minas seria uma garantia de fidelidade histórica, por reunir ali quem conhece, gosta e faz história em Minas Gerais. Nesta galeria, é claro que não devem figurar apenas os que se fizeram notar na vida pública, mas na empresarial, cultural, científica e social.

Uma prova da importância de um trabalho como esse é que, na recordação da figura exemplar de Oscar Correia – mais conhecido pela passagem no Supremo Tribunal, na Academia de Letras e no Parlamento –, não encontrei referência a ter sido ele um dos mais importantes secretários de Educação de Minas, no mesmo patamar de Francisco Campos, autor da grande obra no governo Antônio Carlos. Fica aqui, portanto, a lembrança do significado de um projeto neste sentido!

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