A força da vontade no campo fluminense

A agricultura fluminense mal passa de 1% do PIB estadual. Entre os 50 municípios brasileiros de maior presença do agronegócio, nenhum é fluminense. Até o sofrido Piauí está presente na relação.

Foi-se o tempo da laranja farta na baixada, Nova Iguaçu e Itaboraí, e Rio Bonito até Araruama. A tal ponto que se pensou na instalação de uma fábrica de suco de laranja na região. A cana, que chegou a produzir dez milhões de toneladas de açúcar e a abastecer o Rio de álcool combustível, praticamente não existe. Usinas estão abandonadas e falidas, com a total indiferença das autoridades, sendo que recentemente Campos dos Goytacazes deu dois governadores, o casal Garotinho, que cuidaram apenas da política menor para o controle do município pela família.

Mas, com vontade, investimento e tecnologia, o interior pode reagir e voltar a abastecer parcialmente seu excelente mercado de ovos, hortifrutigranjeiros, laranja e limão. Existem ilhas de excelência, como o café de alta qualidade em São José do Rio Preto, antigo distrito de Petrópolis. E, na torrefação, o Favorito, torrado e moído em Volta Redonda. Piraí, com a macadamia, que tem alto valor e é exportada, faz com que a agricultura tenha presença na economia local, além da pecuária. Vassouras, Mendes e Valença já têm relevância na criação de cavalos.

O governo Pezão deu uma atenção ao interior, devendo-se a fábrica da Nestlé, em Três Rios, o empenho pessoal do governador, assim como o Vale do Paraíba lhe deve o hospital às margens da Via Dutra.

Agora, o governador Cláudio Castro tem uma chance, tendo inclusive, na Secretaria de Agricultura, o jovem Marcelo Queiroz, preparado e dedicado. Petrópolis, Paty do Alferes e Teresópolis poderiam garantir, com qualidade, o abastecimento de tomate e hortaliças, já presentes na região.

Uma maneira, olhando pelo lado político, de Cláudio Castro marcar sua passagem pelo governo, abrindo esta frente geradora de riqueza e da fixação do homem no interior, considerando que a região metropolitana do Rio gera problemas de toda ordem pela sua população ociosa ou mal empregada.

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