POSTURA DE ZEMA NA PANDEMIA

Muito triste o que se passa no Brasil. Em plena crise da pandemia, com o maior número de mortos em todo o mundo nas últimas semanas, os governadores fazem política, se ocupam com a disputa por espaços na mídia, geralmente por meio de manifestações hostis ao governo federal.

O presidente Bolsonaro não tem sido feliz, ou nunca foi, no trato do assunto em suas declarações sobre a pandemia. Adota postura negacionista deplorável. Mas o fato é que liberou quase 80 bilhões para os estados gastarem no combate à pandemia; o Ministério da Saúde acompanhou e apoiou os acordos da Fiocruz e Butantan, que fornecem nossas vacinas; temos, mal ou bem, 16milhões de vacinados e um programa de compras de vacinas robusto..Além do amparo financeiro aos mais pobres, em volume impressionante. Pena que não se tenha aberto logo para o setor privado importar e vender com liberdade ampla geral e irrestrita, ficando o SUS com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), que é excelente.

As empresas querem vacinar seus funcionários para o retorno à normalidade, assim como muitas famílias investiriam na vacinação de seus mais jovens e servidores domésticos. Inclusive, estes já estão morrendo. A abertura daria folga ao SUS e aceleraria a imunização, caminho mais certo para deter a propagação do vírus. Calcula-se que mais de 20 milhões de brasileiros seriam vacinados por esta via em pouco mais de um mês. Estima-se que só em Minas as empresas absorveriam mais de dois milhões de vacinas e por cidadãos, condomínios etc.

Minas está dando exemplo na condução firme e responsável do drama. E, na política, o governador, Romeu Zema, tem tido a personalidade e a coragem cívica de não entrar nos questionamentos políticos. Não se importa com o patrulhamento da mídia. Talvez, por isso mesmo, seu prestígio comece a ganhar dimensão nacional, apesar de sua postura discreta e voltada para a missão de governar e recuperar Minas.

Como não é de o estilo mineiro polemizar, o presidente Bolsonaro, se tivesse um mínimo de assessoria, estaria divulgando para o país um quadro comparativo dos valores gastos em cada item do aparelhamento da saúde para o combate à pandemia pagos por Minas e pelos demais estados. Fácil se concluir que, em Minas, os recursos foram aplicados com responsabilidade.

Minas está agindo realisticamente , com foco na pandemia , apesar de o prefeito de BH começar a ensaiar dar maior espaço à cena política do que a objetiva luta pela saúde do povo.

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