A união pode fazer a força

O Rio continua em crise, com evidente esvaziamento econômico, sem investimentos privados previstos, iniciativas oficiais de atração do capital e da geração de empregos, sem perceber que outros estados estão se movimentando para uma breve recuperação, pelo menos, do emprego, e com boas vagas.

Vivemos ainda uma possibilidade de apagão na mão de obra, com o Sistema S mais voltado para outras atividades do que aquela que inspirou Getúlio Vargas na criação de centros de gestão privada para a formação de mão de obra qualificada. Mas as entidades andam mais voltadas para outras missões nobres, como cultura e estudos econômicos, quando o foco deveria ser formar brasileiros para uma atuação mais sólida.

Há uma certa passividade diante do fechamento de empresas, encolhimento de outras e o abandono de obras públicas fundamentais. Curioso é que politicamente há muito não tínhamos tantas condições de recebermos atenção, estímulos, apoios aos projetos desenvolvimentistas. Afinal, o presidente teve cinco mandatos pela cidade e pelo estado, dois de seus filhos com mandatos, um vereador no Rio e outro senador. Temos um novo senador, Carlos Portinho, que já se revelou competente, dedicado, esclarecido e objetivo. Mas não temos um ministro, não vimos o BNDES captar um investimento de porte para o Estado, as estradas federais retomadas ou o apoio à orla portuária da capital como atração turística, com embarque de barcos de recreio e polo gastronômico. Coisas que poderiam estar em execução para a saída da crise provocada pela pandemia.

O Governador Claudio Castro já percebeu a importância do setor privado na vida do Rio de Janeiro e tem tido exemplar dialogo com as classes produtoras. É por aí que pode surgir boas noticias. Já o Prefeito Eduardo Paes anda fazendo muita politica, o que é, no mínimo, inoportuno e prematuro.

Dramas chocantes, como a população de rua do Rio – hoje em quase toda cidade, aos milhares –, mostram a falta de percepção das autoridades da área, nos três níveis, de uma operação conjunta. O turismo é vocação da cidade e do Estado. E o que existe é privado e, ao que parece, sem apoio, inclusive projetos no interior. A volta do trem, não necessariamente de alta velocidade, mas de média, ligando Rio, São Paulo, Campinas e Belo Horizonte, seria consagrador para todos os governos envolvidos e certamente teria presença privada relevante. São assuntos que parecem que os atores aqui lembrados nem consideram. Dívidas e despesas só serão pagas com progresso.

Já falamos aqui do estímulo à agricultura na região serrana e norte do estado e da recuperação do Vale do Paraíba, com o café e a pecuária leiteira, que vem se dando graças aos esforços de fazendeiros e benfeitores, como os que militam no PRESERVALE

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