PORTUGAL E ESPANHA FORA DA ROTA

Portugal e Espanha perdem neste momento a oportunidade de receberem investimentos, segundo o diretor internacional de um dos maiores bancos do Brasil. Em correspondência reservada a  titulares de grandes ativos financeiros, coloca indicações de sentido prático e racional. Como a maioria dos clientes está em São Paulo, e oriundos de famílias de Portugal, Espanha e Itália, observa não serem estes os melhores destinos para disponibilidades financeiras a serem aplicadas fora do país, a título de diversificação apesar de as perspectivas brasileiras serem positivas.

Nesse ponto, o banqueiro, que já trabalhou no banco em Miami, observa que o Brasil aponta como uma economia potencialmente atraente. Demonstra estar entrando numa fase de abrir oportunidades ao capital privado, procurando eliminar burocracia, corrupção, quantidade de impostos e leis laborais de alto risco para o empregador.

Explica que as restrições aos três países referidos se devem justamente a limitações ao capital, mesmo aos internos, impostos altos, leis laborais perigosas, instabilidade política e, no caso da Península Ibérica, muitos casos de corrupção. Considera ainda que os três sistemas bancários estão vivendo momentos de incerteza e revelações de grandes perdas em função de financiamentos de pagamento duvidoso. E dívida soberana, que não conseguiu cair nos últimos anos. Não estariam conseguindo tirar proveito do BREXIT. A Espanha pode ver agravados seus problemas com a questão da Catalunha e estranha coligação no governo.

No caso português, o banco sugere que o investimento se limite ao Golden Visa, para os que não possuem dupla nacionalidade, mesmo de outros países da União Europeia. E aponta  a legislação fiscal, quanto ao arrendamento inseguro e ao IMI que pode onerar estrangeiros e imóveis de grande valor.Estes deveriam de ser estimulado,pelo valor investido e gastos de usuários.Mas não é o que acontece.

O banco oferece um fundo de aplicações em renda fixa e ações em países latino-americanos, como Colômbia, Chile, Peru e Brasil. Estes quatro países e mais o pequeno Paraguai são apontados como potenciais destinos dos capitais que podem deixar o México. A Argentina está em observação. E os mercados asiáticos, chamando a atenção para a recuperação do Japão. O curioso, para os menos estudiosos, são as referências positivas quanto ao Marrocos e a Israel, como bons destinos para implantação de investimento fixo na indústria para os que desejam expandir seus negócios.

Considerando haver ainda muito dinheiro não declarado no mundo, inclusive dos EUA, o informe alerta para os riscos políticos dos países do Golfo Pérsico, onde hoje estariam grandes somas. Com reservas, a carta se refere à possibilidade de o presidente Trump estar interessado em receber estes recursos de volta, para o que daria uma anistia limitada aos que não respondem por processos fiscais, de fraude ou falência nem nos órgãos ligados ao mercado de capitais.

O informe do banco, confidencial, é assinado apenas pelo diretor. Mesmo assim, registra que se trata de uma avaliação baseada em fatos subjetivos por um grupo de analistas do banco apenas para avaliação dos clientes de alta renda.

Esses cuidados surgiram no Brasil depois de o Santander ter alertado os clientes “premium” para a catástrofe que seria à reeleição da presidente Dilma, em 2014, o que se confirmou, mas custou o emprego da eficiente economista que previu o que veio a ocorrer. Sinal daqueles tempos foi o fato de o então presidente mundial do banco ter se deslocado a Brasília para dar explicações à presidente. Algo chocante.

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