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Como se não houvesse uma pandemia nas dimensões trágicas que o Brasil vive e uma crise na economia latente, os políticos e os magistrados-políticos continuam a buscar os holofotes. O Supremo Tribunal já definiu que as igrejas de todos os cultos devem permanecer fechadas, quando a determinação for de autoridades locais. Assunto que dominou o noticiário por mais de uma semana. Depois, um ministro da Suprema Corte, Luís Roberto Barroso, determinou (sic) que o Senado instaure uma sindicância para avaliar o comportamento do governo na pandemia, o que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, não considerou urgente face o momento. O Senado atendeu e inclui o exame dos recursos repassados pelo governo central aos regionais, no montante de trinta mil milhões de euros equivalentes. O presidente da República segue incorrigível em brigar com todo mundo, e usando palavras pouco diplomáticas.
No mais, o governo errou no enfrentamento, mas mandou muito dinheiro para os governos regionais e houve corrupção que custou até agora o mandato de dois governadores, do Rio de Janeiro e de Santa Catarina.
E a vacina que é bom, sem novidades, mas o Brasil já aplicou mais de 30 milhões de doses. O que é pouco para 210 milhões de habitantes. Caso os fornecedores de vacinas e insumos cumprirem o prometido, dentro de duas semanas, pode-se estar vacinando um milhão por dia. O que ainda será pouco.
Sondagens eleitorais, para uma eleição daqui a 16 meses, apontam para um empate entre Lula e Bolsonaro, mas com maioria buscando uma terceira via. Como se não tivesse muita água para rolar debaixo desta ponte…
Brasília realmente é uma ilha da fantasia.
Andar da economia
Alberto Ramos, diretor do Goldman Sachs declara que “o Brasil não é um pais pobre, mas pobremente manejado”.
Neste ano, os portos da região norte devem embarcar mais da metade da produção de grãos (soja e milho) do centro-oeste. Reflexos da estrada que o governo Bolsonaro pavimentou e que ficava intransitável na estação das chuvas tropicais.
Os desencontros do presidente com a proposta liberal continuam a despertar desconfianças no mercado. A eleição dos conselhos da Petrobras mostrou as restrições dos acionistas minoritários, especialmente fundos, com a ingerência política na fixação de preços dos combustíveis. Dois vices do Banco do Brasil pediram demissão esta semana. O Fundo Leblon, que tem uma carteira de 700 milhões de euros em ações, zerou sua posição de estatais.
Publicado no Jornal Sol/Portugal