PEQUENAS GRANDES OBRAS

Nesta hora de campanha municipal no Rio, é oportuno se lembrar que a cidade carece de pequenas medidas de largo alcance na qualidade de vida do cidadão, na mobilidade urbana e até mesmo na economia.

Uma destas medidas seria a construção de duas rodoviárias de pequeno porte, uma na Barra da Tijuca e outra em Campo Grande, para evitar um oneroso e desconfortável deslocamento de passageiros até a Novo Rio. Seria uma oferta limitada de horários para destinos que, inclusive, supõem a necessidade de malas de porão, que não são usuais nos ônibus urbanos. Isso porque o táxi fica muito mais caro do que as próprias passagens. São Paulo, BH, Angra dos Reis, Juiz de Fora, Salvador e outros destinos nordestinos poderiam ter oferta diária ou semanal.

Esse oportuno atendimento à população, melhorando a mobilidade urbana, poderia ser feita até mesmo com a ampliação da concessão da Novo Rio, que tão bem atende a seus usuários. O município cederia a área e a concessionária investiria nas obras. Simples assim.

A cidade carece de abrigos para a população de rua, sob rigoroso controle da sociedade, via voluntariado e igrejas, para evitar o espetáculo degradante de indiferença e falta de caridade, que é o centro da cidade, que, depois das cinco da tarde, se transforma em uma dormitório a céu aberto, até com cabanas. Só na Avenida Graça Aranha, calcula-se mais de 200 pessoas vivendo ali. E do centro para a zona sul, estima-se quatro mil. Os albergues, como já teve a Fundação Leão XIII no passado, poderiam ser em pontos estratégicos da cidade, oferecendo sopa, banho e atendimento médico, funcionando 24 horas. Não seria para morar, mas para dormir e receber um tratamento mais humano e digno.

A Prefeitura do Rio, em combinação com os municípios limítrofes na área da baia da Guanabara, poderia, em conjunto com o governo estadual e até federal, criar condições para que o transporte marítimo por barcas modernas chegassem a São Gonçalo, Mauá, Caxias, desafogando as vias Vermelha e Brasil, oferecendo conforto aos usuários. Quando prefeito de Caxias, este foi um sonho não realizado de Alexandre Cardoso.

Governar tem de ter grandeza para ousar. E inovar.

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