O tamanho do crime

O drama vivido pelo Rio entre tráfico, milícias, controle territorial de áreas densamente habitadas, como Complexo do Alemão, Rocinha e Maré, se insere em quadro grave e exige a união dos três poderes da federação.

A infiltração do crime organizado está na política, no Judiciário, no aparelho policial, imobilizando qualquer tentativa pontual de implantar a ordem e a autoridade constitucional. E o arsenal de que dispõem as diferentes facções não pode inibir o poder público. Tolerar, conviver, foi a experiência colombiana que não deu certo.

A sociedade distraída com seus problemas do cotidiano, agora com a pandemia, não se apercebeu da dimensão das organizações criminosas que respondem por negócios milionários no Rio, fora da droga.

O fornecimento de gás a preços exorbitantes, as vans, mototáxi e comercialização via ambulantes de cargas roubadas são atividades como empresas. Foi-se os tempos dos bicheiros, que usavam pouco da violência e ainda geravam empregos, promoviam o carnaval e tinham até serviço social. O jogo agora é pesado e envolve muita gente grande. E, o que é mais assustador, são pessoas em altas posições reconhecidas pela cobertura que oferecem ao crime.

Essa situação, mais grave no Rio, está presente nas demais regiões metropolitanas. É missão a ser assumida para valer pelas Forças Armadas, que, no passado, já livraram o país de ameaças ousadas, armadas e financiadas. E, como no passado, em estreita colaboração com os estados.

Passada a pandemia, é preciso equacionar a questão das reformas para o país ter condições de aspirar sair da crise na economia. Este é um tema a ser encarado pelos governos, acompanhado pela mídia e cobrado pela sociedade.

Tudo passa pela presença de novas empresas, de prestigiar efetivamente vocações naturais do Estado, em que a sede sul-americana da Coca-Cola é um exemplo. A volta do jogo, que é inevitável e gerador de estimados dez mil empregos no Rio, vai depender de um mínimo de controle na área da segurança.

O Judiciário choca quando no próprio STF são protegidos bandidos notórios pela periculosidade. Recentemente o próprio Presidente Fux teve de agir diante de decisão absurda de um colega e com agravante do pedido ter partido de escritório de um ex assessor do ousado magistrado.

você pode gostar também Mais do autor

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.