O NATAL MINEIRO

Minas Gerais sempre comemorou com grande ênfase as datas do cristianismo, especialmente o Natal e a Semana Santa. É a unidade da federação com maior número de municípios com nomes cristãos, centenas de santos e santas. Os feriados municipais coincidem com o dia dos padroeiros. As igrejas estão entre as mais bonitas e antigas do Brasil.

Minas Gerais sempre comemorou com grande ênfase as datas do cristianismo, especialmente o Natal e a Semana Santa. É a unidade da federação com maior número de municípios com nomes cristãos, centenas de santos e santas. Os feriados municipais coincidem com o dia dos padroeiros. As igrejas estão entre as mais bonitas e antigas do Brasil. E seus líderes religiosos sempre se confundiram com figuras decisivas em muitas crises pelas quais o país passou. Os políticos e governantes marcaram presença no catolicismo e mais recentemente também no meio evangélico.

Uma curiosidade do momento atual é que pela primeira vez o ateísmo é visivelmente majoritário nas forças políticas no poder estadual. E antigamente tinham os princípios ligados a sacramentos, como o casamento e a comunhão, a afinidade com o sentimento religioso do povo, que o faz respeitador dos mandamentos das leis de Deus.

A origem ideológica de muitos atores do mundo oficial vem do pensamento marxista, que sentenciou ser “a religião o ópio dos povos”, o que faz desta semana uma temporada dos mineiros sem nenhuma chancela oficial, que não seja o tratamento meramente comercial e de congraçamento anual. Nenhuma alusão à data como marco da era cristã.

Não tem sido rara a avaliação de pensadores mineiros de que a falta do espírito da tradição austera do povo mineiro, de seus sentimentos e valores, é a origem de malfeitos tratados com chocante naturalidade. Para os novos e temporários figurantes da cena mineira, o Natal não pode ser uma festa da família, pois esta, como instituição básica da formação da nacionalidade, foi simplesmente relegada a segundo plano. E o casamento tem todos os sentidos que não os inspiradores da cultura judaico-cristã que herdamos de nossos maiores.

Resta apenas a oportunidade da confraternização, de um momento de pausa nas lutas políticas, na pregação ideológica desagregadora. Esperamos que se aproveite as folgas para se avaliar a qualidade dos homens públicos pela seu lado humano, como seres de bem, vocacionados para o serviço da coletividade, de vida pessoal limpa e não para saciar aspirações materialistas de amigos ou parentes.

Um momento de reflexão pelos grandes nomes da história mineira, da política, da literatura, das artes, do empreendedorismo, sempre com a chancela da ética, da moral, do comportamento digno e transparente. E, sobretudo, do respeito aos sentimentos populares cultivados por gerações, que completam o perfil do homem das alterosas. Estes não se dedicaram à grandeza dessa terra em vão. A ordem, o progresso, a postura ilibada e o otimismo são parte da Minas que resiste.

O nascimento de Jesus é uma data a ser celebrada nas famílias e comporta um momento de esperança coletiva por dias melhores, restabelecidos os princípios que fizeram desta terra uma permanente lembrança da fé em Deus e devoção aos grandes nomes da cristandade.

Que tenhamos todos um  ano novo de muita esperança, paz e fé.

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