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A aristocracia e a alta burguesia dos países desenvolvidos, nenhum oficialmente socialista, ainda não se aperceberam de que a nova esquerda avança em seu propósito de destruir os valores da civilização judaico-cristã, com base na família, na religião e nas liberdades, a política e a economia.
A intenção de se promover o atraso econômico e social como meio facilitador do descontentamento dos povos, induzidos pela perda da qualidade de vida e descrença nas instituições, tem bandeiras aparentemente nobres. Defendem o ambientalismo, mas não pela qualidade de vida, e sim por gerar barreiras ao investimento; criticam a desigualdade na distribuição da renda, mas impedem a geração de emprego e renda, marca exclusiva do capitalismo, assim como tentam promover o estado social pela via de gastos paternalistas geradores de dívida pública, inflação e inibição do investimento. As leis laborais não visam o bem-estar dos trabalhadores, mas sim colocar em risco a sobrevivência das empresas e do patrimônio de seus proprietários. Empregar virou coisa de alto risco.
O uso e abuso das prerrogativas do capitalismo democrático, como sistema eleitoral universal, já elegeu o prefeito de Nova York, o muçulmano socialista Zohran Mamdani, que logo no início do mandato já anuncia situação pré-falimentar da cidade, que está entre as mais caras do mundo. Quer aumentar impostos e abrir caminho para a decadência daquele que é o maior centro financeiro do mundo, de liderança na cultura, no teatro, nos museus relevantes. Nova York virou um acampamento de sem-teto a céu aberto.
Paris não fica atrás e tem mais de dez anos de gestão de esquerda, com crescente endividamento da cidade e população de rua que constrange turistas. Emmanuel Grégoire, que substitui Anne Fidalgo, a espanhola ex-prefeita, foi eleito com apoio do “centro” que tem sido em toda Europa aliado da esquerda com receio da mídia esquerdista que denomina de extrema direita quem não reza pela cartilha do atraso. O mesmo ocorreu em Marselha, onde o “centro” preferiu o socialista Benoit Payan a uma proposta de combate ao crime organizado e ao sindicalismo selvagem daqueles que as mídias denominam de “extrema direita”. Como Bruxelas, paraíso da imigração africana, onde o imigrante recebe mais de 1500 euros para não trabalhar e exercer atividades marginais. Bruxelas já deve ter um quarto da população de vestes orientais islâmicas.
Os defensores deste quadro preocupante apontam Londres, com um muçulmano moderado, Sadiq Khan, como exemplo da ausência de perigo. Mas o “moderado” faz concessões como a retirada de estátuas daqueles que são acusados de “escravagistas”, como se os ingleses não fossem responsáveis pela escravidão nos EUA e Caribe.
A ausência da aristocracia e alta burguesia na vida pública nos países desenvolvidos, e até alguns em desenvolvimento, tem custado caro à liberdade e ao progresso. A ausência dos bem-nascidos e bem-educados escancarou o setor público à corrupção endêmica, facilitada também pelo baixo nível da magistratura, que, na lentidão dos processos e profusão de recursos, garante a impunidade de corruptos. Processos cancelados no Brasil e morosos em Portugal e Espanha, por exemplo.
Ilusão a sensação de crescimento do centro-democrático e capitalista anunciado pelas esquerdas. O perigo vem justamente daqueles que são intimidados pelo rótulo de “extrema direita”. As esquerdas ainda são formadas no leninismo dos “dois passos à frente e um atrás” para o avanço silencioso de suas teses de destruição do capitalismo e da liberdade, com a cumplicidade dos “inocentes úteis” da burquesia.
Para reflexão!
Publicado em: Jornal O Diabo PT 06/06/26
