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Resumo dos principais atritos entre o governo Lula (PT) e os EUA que levaram as maiores tarifas de Trump como resposta:
1. Apoio público a Kamala Harris
• Lula, declarou apoio explícito à então candidata Kamala Harris (vice de Joe Biden), destacando sua representatividade.
• Diplomatas e setores republicanos viram como interferência indevida na política americana, rompendo com a tradição de neutralidade em eleições externas.
2. Guerra na Ucrânia
• Posição de Lula: Evitou condenar diretamente a Rússia e disse que Zelensky e Putin são igualmente culpados.
• Crítica aos EUA: Afirmou que os EUA estão “alimentando a guerra” ao fornecer armas.
• A Casa Branca emitiu uma nota oficial de repúdio às declarações — atitude rara contra um governo aliado.
3. Visita e defesa de Nicolás Maduro
• Lula recebeu Maduro com honras de chefe de Estado em Brasília e disse que há uma “narrativa de autoritarismo” contra ele.
• Reação dos EUA: O gesto foi visto como legitimação de um regime autoritário, em oposição à política americana de sanções à Venezuela.
4. Fortalecimento do BRICS e ataque à hegemonia do dólar
• Propostas de Lula:
• Criação de moeda alternativa ao dólar no comércio internacional.
• Redução do poder dos EUA no FMI e Banco Mundial.
•: Os EUA veem como tentativa de minar sua liderança no sistema financeiro global.
5. Declarações sobre Israel e a guerra em Gaza (fev. 2024)
• Fala polêmica: Lula comparou as ações de Israel em Gaza ao Holocausto.
• Israel declarou Lula “persona non grata”.
• Os EUA manifestaram profundo incômodo por considerar a fala ofensiva e desproporcional.
• Agravou o distanciamento diplomático com o Ocidente.
6. Participação do Brasil na posse do novo presidente do Irã
• Presença: O vice-presidente Geraldo Alckmin, representando oficialmente o Brasil, participou da cerimônia de posse do novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
• A cerimônia contou com a presença de autoridades do Hamas, grupo considerado terrorista pelos EUA e União Europeia.
• A presença brasileira ao lado de membros do Hamas foi vista como alinhamento imprudente com regimes e grupos hostis ao Ocidente.
• EUA expressaram preocupação diplomática com o gesto, mesmo que o governo brasileiro tenha alegado “protocolo diplomático”.
7. Reaproximação com o Irã e outros regimes sancionados (2023–2024)
• Ações do governo:
• Reatou relações comerciais com o Irã.
• Rejeitou as sanções impostas pelos EUA.
Interpretação como desestabilização da frente ocidental contra o terrorismo e proliferação nuclear.
8. Críticas reiteradas à hegemonia americana
• Discurso diplomático: Em fóruns internacionais, Lula critica:
• O uso geopolítico do dólar;
• A imposição de sanções;
• O “neocolonialismo” das potências ocidentais.
• Promover um mundo “multipolar” — algo que contraria os interesses estratégicos dos EUA.
O governo Lula tem se afastado da agenda geopolítica dos EUA em vários pontos-chave – com gestos, alianças e declarações que, somados, tensionam a relação bilateral. O governo americano observa o Brasil com cautela estratégica, especialmente pelo seu protagonismo nos BRICS e pela aproximação com inimigos declarados de Washington. Lulsa foi a Moscou nas solenidades comemorativas do final da guerra de 39-40 e o Brasil é o maior comprador do gasoleo russo.
O “Tarifaço” imposto a produtos brasileiros foi a resposta de Trump.
A defesa de Bolsonaro não passa de uma bobagem no estilo do Presidente dos EUA. E sansões contra Ministro do Supremo um aviso das consequenciais do agravamento da crise entre os dois países.
Publicado em: jornal Diabo.pt 23/08