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No último final de semana, o presidente Lula da Silva reunido com o alto comando político e de marketing de seu partido, traçou a estratégia a ser adotada para estancar a queda na aceitação pessoal e de seu governo no eleitorado registrada em todas as sondagens publicadas. A conclusão é que Lula continua a depender da rejeição à família Bolsonaro, mas precisa de um impulso maior, que só pode ser dado por Donald Trump. Nesta linha, Lula da Silva tem subido o tom nas provocações ao presidente americano, na esperança de que uma reação o coloque como “herói nacional que enfrentou o belicoso dirigente da maior potência econômica e militar do mundo”. Os gastos com programas sociais e subsídios nos preços de combustíveis não compensam a alta dos preços dos alimentos e saúde. É preciso algo que mexa com a emoção, dizem os publicistas contratados.
Na busca da terceira via, os ex-governadores de Minas, Romeu Zema, e de Goiás, Ronaldo Caiado, estão adotando táticas diferentes. Zema ataca o Judiciário e, em especial, o Supremo Tribunal, cujo ministro Gilmar Mendes sugere que ele seja processado pelos ataques feitos. Caiado explora o fato de ser administrador experiente e político que busca a pacificação como meio de unir os brasileiros num esforço para superar a crise na economia e na qualidade da gestão pública. Neste quadro, o ex-governador de Minas, deputado Aécio Neves, pode ser um ator importante.
VARIEDADES
· A comunidade luso-brasileira estranhou o tratamento afetuoso entre Luís Montenegro e Lula da Silva. O primeiro-ministro português desdobrou-se em elogios ao líder brasileiro, que tem uma sólida amizade com o ex-primeiro-ministro José Sócrates. Circula a notícia de que Lula da Silva teria garantido asilo político a Sócrates em caso de uma condenação nos processos a que responde em Portugal.
· Segue a recuperação do aeroporto do Galeão, no Rio, que, em 2025, chegou a 19 milhões de passageiros. A espanhola Aena já assumiu a gestão do aeroporto.
· A governadora de Brasília, Celina Leão, sugeriu que o senador Flávio Bolsonaro, escolhido pelo pai como candidato na presidenciável de outubro, peça desculpas a Michelle Bolsonaro, mulher do pai, que ele criticou em público.
· A hotelaria das cidades-sede da Copa do Mundo baixou os preços das diárias em até um terço do que era cobrado em janeiro. Os ingressos para os jogos ainda estão superiores aos praticados nas últimas copas.
· A apresentação da cantora Shakira na Praia de Copacabana, promovida pela Câmara, lotou os hotéis do Rio neste final de semana, acrescido do feriado do Dia do Trabalho.
· O encontro anual dos mais importantes empresários de Minas Gerais, denominado “Conexão Empresarial”, será entre 11 e 14 de junho, no Vila Galé de Ouro Preto. O evento é uma criação do jornalista Paulo César de Oliveira e conta com patrocínio das mais relevantes empresas com negócios em Minas.
· Embora sejam evidentes os esforços dos dois grupos políticos que se enfrentam no Brasil neste ano eleitoral, está difícil abafar e retirar do noticiário o escândalo do Banco Master. O ex-banqueiro faz marchar a delação premiada para atenuar condições de cumprimento de eventuais – e muito prováveis – condenações a ser recebida. Agora o ex-presidente do banco oficial de Brasília, que ia comprar o banco insolvente, procura o mesmo benefício. E a mídia tem sido contundente. Um dos mais críticos a denunciar o caso e o envolvimento de magistrados e políticos é o presidente da Academia Brasileira e articulista sênior do Grupo Globo, Merval Pereira.
Publicado em: Semanario Sol.pt 02/05
