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Aristóteles Drummond
A teimosa sobrevivência do eleitorado de esquerda nas democracias ocidentais, incluindo o centro-esquerda elitista que teme ser chamada de “direita”, composta por burgueses e seus filhos, tem explicação cada vez mais clara. Especialmente na Europa, este pensamento acovardado se constata nas mídias majoritariamente de esquerda, que insistem em ignorar a real vontade do bom cidadão e suas famílias.
Em economias capitalistas, este centro democrático cada vez mais prefere alianças à esquerda a atender aos reclamos por teses de direita majoritárias, como maior segurança pública, liberdade econômica, menos impostos e políticas de habitação pública realistas, sem demagogia que prejudique o empresariado que emprega e faz circular a economia. Liberdade política e econômica é o caminho da prosperidade. E qualificar mão de obra leva a produtividade E melhores salários
A tolerância com a imigração ilegal tem custado caro aos cofres públicos e à paz social. A imigração irresponsável lota os presídios, onera os serviços de saúde e escolas. Altera padrões éticos, culturais e religiosos de nações de tradições seculares. Já temos estados desfigurados, capitais e grandes cidades com áreas ocupadas e degradadas sob a complacência desta burguesia cada vez mais influenciada por uma nova geração que nem estuda nem trabalha para se formar sociedades mais justas e prósperas. Países periféricos se tornam paraísos de serviços mal remunerados ou de profissões que dispensam tecnologias, estudo e trabalho.
É este grupo que as esquerdas exploram nas eleições em que o domínio se processa na dependência dos serviços públicos de saúde e educação, que deixam cada vez mais a desejar, com um funcionalismo mais voltado para greves frequentes do que para servir à população.
A explosão do turismo na Europa mostra que as novas economias viajam mais, pois dispõem de mais recursos, mas cresce no turismo barato que acaba saindo caro. Isso as esquerdas escondem. O Dr. Salazar queria turistas que gastassem e não que custassem. No seu tempo, o Algarve era de cinco estrelas e tinha golfe e hoje mescla com legiões de alemães e ingleses que consomem pouco.
Um basta começa a crescer com políticas vitoriosas de ordem econômica com reflexos sociais em alguns países como a Itália, que vive seu melhor momento no pós-guerra, mas cujo sucesso aparece pouco nas mídias.
O crescimento das economias asiáticas, em países pouco democráticos e de capitalismo seletivo, pode em muito pouco tempo afogar o mundo ocidental em um drama econômico pela perda da qualidade, da produtividade e da estabilidade social. A reação não pode demorar.
O problema maior é que este elitismo burguês tem prejudicado a melhora dos quadros da direita na política.
Publicado em: Jornal O Diabo.PT, 24/10/2026
