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A nova esquerda, desorientada depois da falência das economias socialistas-marxistas, no econômico e no social, elegeu o agravamento dos problemas sociais pela via da desorganização da economia como instrumento de luta enquanto não se fixa numa nova versão de sua proposta aos menos favorecidos e menos informados.
As últimas décadas têm sido marcadas no mundo capitalista pelas tentativas de rearticulação do chamado “sindicalismo selvagem”, através de greves – quase sempre no setor público –, da alta de impostos e da manutenção da baixa produtividade pela via de leis laborais, menos horas trabalhadas e feriados abundantes.
Na gestão privada, nas empresas médias e grandes, a exclusão de acionistas relevantes da direção, sob o pretexto de “melhor governança”, favorece a prioridade dos bônus a dirigentes sobre investimento em qualidade e produtividade. Normalmente explorando a tendência ao ócio e lazer de herdeiros, mais confortáveis em reuniões mensais do que no dia a dia do trabalho.
A destruição do estado democrático, capitalista, plural, passa mais pela qualidade de vida da população do que pela ideologia. E o voto é direcionado a quem proporciona boas condições e serviços essenciais na saúde, educação, segurança e saúde. Este despertar das sociedades ocidentais é que tem limitado o crescimento desta nova esquerda, que tem dado provas de incompetência na gestão.
Essa desmontagem de empresas familiares está comprovada nas trocas de donos na segunda ou terceira geração. Faz lembrar o dito popular “pai rico, filho nobre e neto pobre”. As classes médias estão voltadas, nas segundas gerações, mais ao consumo e lazer do que a empreender. A expansão do crédito tem sido outra meta da nova esquerda, que estimula o endividamento das empresas e agora das famílias. Tudo para manter a população dependente de serviços públicos, ineficientes e que oneram a sociedade. Absenteísmo e tolerância com baixa qualidade inibem a melhoria salarial desejada por todos. É preciso comparar os números da produtividade nos diferentes países, carga horária, impostos e qualidade dos serviços prestados.
As grandes e médias empresas, nacionais ou multinacionais, precisam de entidades de classe preparadas para esta batalha ideológica, que inclui informação sobre o que deve ser feito para melhorar rentabilidade, salários, qualidade e produtividade.
Os “tigres”, como Malásia, Tailândia, Coreia do Sul e Taiwan, surgiram da perda de competitividade da Europa. E até nos fármacos, Coreia do Sul e Índia hoje fazem da Europa e Américas dependentes. Pouca gente observa nas embalagens a origem dos remédios que consome.
O capitalismo para sobreviver precisa olhar o ambiente político e social ideal para seu sucesso. As sociedades mais justas e com qualidade de vida no mundo ainda são as capitalistas.
A demora em reagir pode tornar o mundo cativo deste modelo chinês em que a competição é cada vez mais desigual.
Jornal O Diabo 12/09/26
