A ECONOMIA COMANDA A POLÍTICA

As próximas eleições devem ser marcadas pelos resultados da economia. As ideologias e as políticas populistas de curto prazo serão substituídas pelos fatos, pela economia real.  O povo já não aceita este negócio de esquerda e direita; quer qualidade de vida. Bons serviços por conta do Estado, como segurança pública e serviços de saúde, incluindo tratamento a idosos cada vez mais numerosos. O que não quer dizer que o eleitor vote bem, pois algumas recuperações na economia demoram, com as grandes heranças de anos de políticas equivocadas, de esquerda e com manchas de corrupção.

No Brasil, a situação ainda não está definida.  Política econômica correta, mas o Congresso demora em aprovar medidas essenciais, sempre exigindo contrapartidas que o atual governo não aceita, como nomeações de indicados para funções de comando em setores de governo. E continua a faltar uma boa coordenação política ao governo, com o presidente e alguns ministros repetindo declarações infelizes. A meta, entretanto, permanece de crescimento de 2% este ano. Pouco para uma economia com grande capacidade ociosa em seu parque fabril.

Positivo tem sido a baixa nos juros sobre a dívida pública, a volta da Petrobras ao lucro – algo como nove mil milhões de euros, no ano passado –, assim como a Vale, segundo maior mineradora do mundo, e as licitações  programadas para estradas, portos  e aeroportos, com grandes investimentos vindos do setor privado nacional ou internacional. O setor financeiro está saudável.

A agricultura vive um bom momento, sendo que, neste ano, o Brasil ultrapassa os EUA na produção de soja, com cerca de 135 milhões de toneladas, aumenta a produção de açúcar e álcool, milho e continua líder mundial no comércio de carne bovina, suína e avícola. A paz voltou ao campo, contidas as invasões de propriedades rurais protegidas pelos governos anteriores.

Um desafio para o Brasil, tem sido a capacidade de formar e manter no mercado mão de obra qualificada. Nas classes médias, continua comum ter pelo menos um membro das novas gerações trabalhando nos principais centros econômicos do mundo, especialmente no setor financeiro. Mas fixar mão de obra não é com discursos nem apelos, mas com investimento que gere empregos. A crise é relativa pois é mundial e nossas reservas robustas.

Dois grandes desafios prejudicam o equilíbrio dos governos, retirando as condições de atração de investidores: dívida pública e da população e excesso de despesas públicas com pessoal, hoje na maioria dos casos mais bem remunerados do que no setor privado. O chamado primeiro mundo não entende e não quer pagar por isso.

Contratar atendimento de saúde, vagas no ensino médio e superior, no setor privado, agrega economia e qualidade. Mas sofre forte contestação ideológica, com cobertura exagerada nas mídias.

Ao apoiar a tese dos liberais, os resultados econômicos, sociais e eleitorais de Donald Trump, os EUA tiveram crescimento no emprego, na produção, nos salários e a volta de empresas que haviam fugido das hostilidades da Era Obama. Apesar da fúria da mídia local e mundial.

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