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    Início » A DEMOCRACIA PERDEU A MEMÓRIA NO MUNDO
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    A DEMOCRACIA PERDEU A MEMÓRIA NO MUNDO

    Aristoteles DrummondPor Aristoteles Drummond30 de junho de 2026Nenhum comentário3 Mins lidos
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    As elites das democracias ocidentais, a aristocracia e a alta burguesia tiveram as novas gerações doutrinadas com narrativas longe da verdade e, assim, abrindo caminho para uma nova esquerda que destrói valores da religião, do empreendedorismo, da ética e da moral. Judiciários neutralizados por códigos ultrapassados, com mil e um recursos, que garantem impunidade aos que tem dinheiro para pagar bons advogados.

    Inacreditável que sociedades tidas como tradicionais e cultas sejam cúmplices desta limpeza da verdade histórica.

    No Brasil, fala-se de violência da ditadura e agora chegaram ao cúmulo de concluírem que o ex-presidente JK foi assassinado, e não vítima de um acidente de automóvel em estrada perigosa e com veículo com mais de dez anos. Também não se registra a lembrança das execuções promovidas pela luta armada, a qual pertencia a ex-presidente Dilma e mais de 20 ministros dos governos de Lula da Silva. Teve um oficial alemão morto” por engano”, pois acharam que era o militar boliviano que comandou o cerco e a morte de Che Guevara. Também o marinheiro inglês abatido para denunciar ao mundo a “ditadura”. E os sequestros dos embaixadores dos EUA, Alemanha e Suíça no Rio de Janeiro. Os militares acusados de torturadores não podem se defender lembrando que os sequestros obtinham libertação de guerrilheiros presos, mais de cem, e nenhum chegou a Cuba ou México com sinais de tortura ou violência. E muito menos se lembra dos 21 anos de grandes obras públicas sem casos de corrupção. Bolsonaro foi um desastre político e no comportamento, mas fez governo muito melhor do que os anos do PT, incluindo o atual mandato de Lula da Silva.

    Milei, na Argentina, sofre restrições na tentativa de se esconder a recuperação do país desorganizado e saqueado pela esquerda peronista. As vitórias nas urnas do centro na Argentina, Paraguai, Chile, Peru, Equador e El Salvador são consideradas irrelevantes quando não denominadas de “extrema direita”. A esquerda perde nas urnas, mas vence nas mídias.

    O mundo parece que apagou as décadas da ditadura comunista na Europa, sem Progresso, e ainda ensaia solidariedade a cruel Cuba.

    O mesmo se passa em outros países que tiveram governos de direita, como Portugal e Espanha. O 25 de Abril prendeu muito mais do que o Estado Novo português; em pouco tempo, empresas foram ocupadas e saqueadas, bancos ficaram sob intervenção e, hoje, 90% são estrangeiros. Os governos

    de esquerda abrigaram casos comprovados de corrupção com a impunidade garantida pela morosidade dos tribunais. Na Espanha, a mesma coisa; a corrupção corre solta nos mais altos escalões dos governos socialistas e a imigração desregrada levou à insegurança e a lotar hospitais e presídios. Já o sucesso do governo conservador da Itália é escondido das mídias. Greves, sempre nos serviços públicos, inflação, leis laborais absurdas formam a destruição das sociedades democráticas, capitalistas, judaico-cristãs. O sindicalismo selvagem forma a quinta coluna moderna.

    A barbaridade do ataque do Hamas a Israel, com crueldade, é ignorada, mas a reação israelense criticada. O Líbano pode abrigar terroristas que atacam o vizinho Israel, e o alvo dos ataques não pode reagir. O Irã quer ter armas nucleares para destruir Israel e outros alvos na região, e os EUA não podem agir. A Rússia não invadiu a Ucrânia. A capacidade de difundir inverdades e ocultar realidades é admirável, tem de se admitir.

    Nestes tempos de Inteligência Artificial sem controle, regulamentação e fiscalização, tudo pode acontecer, abrindo uma nova era para o mundo.

    Que seja para melhor, com reação antes que seja tarde demais.

    O centro envergonhado e dissimulado anda cheio de “Chamberlain”. Falta um Churchill.

     

    Publicado em: Jornal Diabo.pt

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    Aristóteles Drummond é jornalista, escritor e político, com carreira destacada no setor elétrico, autor de obras relevantes e articulista em jornais e revistas. Reconhecido por condecorações e ações culturais, é comendador da Ordem do Mérito de Portugal.

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