RIO A DERIVA

O governo do Rio de Janeiro ainda não disse a que veio em termos de projetos desenvolvimentistas, na retomada do crescimento pós-pandemia e recuperação do emprego.  Nenhuma iniciativa prática, fazendo derreter a economia, o social, os serviços e matando um inestimável patrimônio que é o turismo atrativo no mercado nacional como no internacional.

Preocupado em fazer política e alimentar sonhos absolutamente inalcançáveis, seja a simples reeleição ou uma aspiração federal, hoje olhada como que ridícula, o governador nem soube lutar pelo prosseguimentos de obras fundamentais como todos os acessos rodoviários da capital ,estradas federais . A nova subia da serra na Washington Luís  parada estava e parada ficou, canteiro abandonado, justamente no caminho de Minas Gerais e centro-oeste, sem falar na região serrana de forte apelo turístico. A  estrada que liga Itaboraí a Guapimirim, trecho do Arco Metropolitano, com o abandono de centenas de milhões de reais em obras  que estão se depreciando. Chega a chocar os que por ali transitam tal abandono. E, por ultimo e não menos importante, a nova descida da serra das Araras, da Via Dutra, eliminando a ultrapassada pista de oitenta anos, e de seis quilômetros apenas, palco de acidentes quase que diários.

Alguns projetos na pauta do Congresso Nacional que poderiam favorecer o Estado, como o do jogo, pronto para ser votado, não mereceu a menor atenção do Governador. Pelo menos a reabertura dos bingos, que chegou dar mais de dez mil empregos diretos. A hotelaria que mais sofre no Brasil, parte endividada pelos investimentos nos jogos Pan Americanos e Copa do Mundo, sem a menor atenção, quanto mais não fosse num reescalonamento de suas dividas junto a Caixa Econômica e ao BNDES. Nosso aeroporto internacional esvaziado, agravando ainda mais as dificuldades econômicas do Estado.

A que veio o governador? O que vai apresentar a população que não uma serie suspeições  no gasto com os recursos repassados pela União para o combate ao coronavirus? O Rio é patrimônio nacional. Centro cultural, histórico, cartão de visita do Brasil no mundo, centro de alta tecnologia e formação, de referência como FIOCRUZ, a COPPE, Instituto Militar de Engenharia, Academia das Agulhas Negras, ESCOLA Naval, CNEN, centros de pesquisas da Petrobrás e da Eletrobrás, INMETRO, enfim um ponto de partida para atrair mais cabeças pensantes e empresas que investem em tecnologia e ciência. Pelo contrário, com este abandono estimula a não vinda e coloca em risco o que construímos ao longo de décadas.

Infelizmente não temos um Poder Legislativo com prestígio e independência para forçar soluções, impor programas. Dependemos  apenas do governo central, berço político do Presidente e de dois de seus filhos. , O Rio precisa de apoio direto em projetos, pois o que passar pelo Estado corre sério risco. AS inacreditáveis compras fraudulentas, ousadia inimaginável, na saúde, servem de alerta.

O Rio pede socorro!

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