OLIMPÍADAS: EVITAR O PIOR

A essa altura o sucesso das Olimpíadas passa a ser questão de honra nacional. Os jornais estrangeiros especulam até mesmo sobre a mudança para outra cidade. A dignidade do Brasil está em jogo e todos devem unir esforços para que o zika, a crise na economia, na política e até na paz social não venham a servir de pretexto para afastar ou dificultar o grande evento que vamos sediar em agosto.

 

A essa altura o sucesso das Olimpíadas passa a ser questão de honra nacional. Os jornais estrangeiros especulam até mesmo sobre a mudança para outra cidade. A dignidade do Brasil está em jogo e todos devem unir esforços para que o zika, a crise na economia, na política e até na paz social não venham a servir de pretexto para afastar ou dificultar o grande evento que vamos sediar em agosto.

Para que tal ocorra, é preciso, e logo, uma ação concentrada no Rio no combate ao mosquito,como afirmou a Presidente da Republica com muita oportunidade e naturalidade, confirmando a missão às Forças Armadas, sempre prontas para servir ao país. De qualquer maneira, é bom lembrar que o evento se dará no inverno, época pouco propícia à multiplicação do mosquito. Mas o combate emergencial deve ser já e amplamente divulgado.. Depois, é preciso a confirmação de que o estado e o município terão assegurados os recursos para as obras em andamento, ligadas de uma maneira ou de outra às Olimpíadas.

A par do esquema de segurança, que parece bem planejado, a sociedade deve ser chamada a apoiar uma Medida Provisória ou instrumento legal competente, proibindo, no período, greves, manifestações de natureza política na região metropolitana do Rio de Janeiro. Nada de chantagem de classes organizadas e que prestam serviços essenciais, como transporte, saúde, limpeza urbana, energia, portos, aeroportos, segurança pública e telecomunicações.

Nada mais natural que o Estado esteja protegido durante o período em que será um dos centros de atração da mídia internacional. Não se pode usar o pretexto de legítimos direitos democráticos para se sobrepor ao interesse nacional que estará em jogo. A mais, a excepcionalidade teria prazo definido de vigência e seria restrita ao Rio de Janeiro.

Vivemos um momento muito difícil, sendo que o mais provável é que a situação na economia se deteriore daqui até agosto. Mas a vontade de governantes e governados, de governo e da oposição, deve ser no sentido de fazer do grande evento um marco positivo, apesar das dificuldades.

O povo brasileiro tem uma história de conciliação  muito presente nos seus 500 anos de existência. Nos momentos graves prevaleceu a união, uma verdadeira vontade nacional, com raras exceções, como na Proclamação da República, que se limitou a um movimento relâmpago de natureza militar.

Acima das divergências e embates, legítimos na democracia, devemos nos unir em torno desta causa. Afinal, ela é de todos. Olimpíadas não tem donos. É do Rio e do Brasil!

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