O EPICENTRO DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

O comando internacional das esquerdas lidera a agenda de manifestações que visam gerar um clima de luta de classes, ou de raças e religiões, para enfraquecer os valores cristãos da fraternidade e da solidariedade. É a campanha pelo ódio, pela luta de classes, pela desconstrução do papel dos grandes empreendedores no progresso econômico, científico e social do mundo.

As igrejas ditas evangélicas não são mais as tradicionais, como Anglicana, Luterana e Batista, tendo, hoje, um incrível contingente de milhares de pequenas e grandes – IURD – congregações, e sendo difícil um controle ideológico abrangente. Por isso, a internacional socialista se volta para a Igreja, reativando decisão de 1943, em plena guerra no solo russo, mas onde Estaline não descuidava do projeto de dominação do mundo pelas quintas colunas nos diferentes países, através dos partidos comunistas, que recomendavam a infiltração na Igreja e nas Forças Armadas. Estaline e outros grandes da União Soviética consideravam uma perda de meio século na vitória final “do proletariado mundial” a derrota na Guerra Civil de Espanha, onde a vitória de Francisco Franco se deveu à Igreja e aos militares.

O tempo se encarregou de provar os planos soviéticos. A tomada do poder em diferentes países deveu-se a neutralizar os militares, como foi o caso de Cuba, atualmente dos bolivarianos e quase, em 1974, em Portugal, onde estiveram perto de dominar pela ousada ação dos “capitães de abril”.

Impossibilitados de influir nos chamados “evangélicos”, que são conservadores, preservam valores como a família e a vida religiosa, o movimento vai se deslocando para a Igreja Católica, mais vulnerável e com um trabalho de mais de meio século da denominada Teologia da Libertação, quase sepultada por João Paulo II, de orientação revolucionária, marxista. Algumas ordens, como Dominicanos e Redentoristas, agem no Brasil com grande desenvoltura e o alto clero dominado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não perde uma oportunidade de se manifestar de forma política, sempre em reforço as esquerdas.

O próprio PT, partido de Lula da Silva, foi criado em 1980, com anistia dada pelos militares, com forte presença da chamada “esquerda católica”. Tinha como referência maior D. Helder Câmara, que, na mocidade, havia sido militante da direita, no movimento Integralista, que, mesmo não sendo modelo democrático, era católico, vinculado à Ação Francesa e ao integralismo português, sendo que seu chefe, Plínio Salgado, viveu oito anos em Portugal, no exílio.

O chamado clero progressista age com desenvoltura, não obedece à tradição da Igreja, os padres se negam ao uso do sinal visível recomendado no Código Canônico e algumas atividades sociais, antes cobertas de discrição, hoje são escancaradas.

Há duas semanas, um fato chocou os católicos e a sociedade brasileira. Um padre, da arquidiocese de Limeira, em São Paulo, em missa transmitida pela Internet, chamou o presidente Jair Bolsonaro de bandido, na homilia, e pregou que os seus eleitores deveriam se confessar pelo crime que cometeram. Porém, mais surpreendente foi o bispo de Limeira se desculpar em nome do religioso e dizer que ele não sabia que a missa estava sendo gravada e divulgada. Seria cômico não fosse trágico.

Portanto, depois dos ataques ao Padre Antônio Vieira, a Cristóvão Colombo, a Winston Churchill, vem por aí uma onda contra a Igreja, a partir da Inquisição e das congregações nas Américas escravagistas. Segundo o padre Júlio Lanceloti, influente junto a Lula, a evangelização nos países latino-americanos servia à exploração do braço escravo e dominação do capital.

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