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Chegamos ao fim de um ano estéril em termos de conquistas concretas para o sofrido povo brasileiro.
Embora a economia venha se sustentando pelos bons ventos externos, a excelência do setor privado, o sucesso do agronegócio, onde a interferência do governo é pequena e o belo superávit na balança comercial, nada se fez por um futuro melhor. Muito pelo contrário.
A pauta do governo é eleitoreira; distribui o que não tem, gasta demais, deve muito. Reclama dos juros, mas é incapaz de gerir as contas públicas. Os investimentos são privados, mas cada vez mais escassos. A produtividade medíocre nos faz fora da competição internacional. Vivemos do mercado interno e de produtos primários.
No Brasil, não se discute melhorar a gestão da saúde, que tem recursos, mas se aplica mal ou abre espaços a corrupção. O ensino técnico profissional, que poderia melhorar o salário do trabalhador, é negligenciado. Sobrevivemos graças ao sistema S, genial criação de Getúlio Vargas.
O desgaste do Judiciário é uma realidade. O caso do Banco Master chega a chocar pela proteção mesmo diante de evidências de todo tipo de irregularidades e suspeitas aplicações por parte de entes públicos.
Nosso presidente viajou mais pelo mundo do que pelo país. Pensa que é líder mundial, mas está sempre do lado errado. É tolerante com a invasão da Ucrânia pela Rússia e as barbaridades do Hamas e outros grupos de insanos terroristas, quando nossa cultura é judaico-cristã. Chegou ao extremo de ser considerado persona nom grata em Israel.
Estamos na orfandade política em termos de oposição. O ex-presidente Bolsonaro, que até fez um bom governo, é um desastrado no comportamento marcado pela arrogância, ignorância e falta de educação. Sua preocupação maior é sua família e sua aspiração, criar uma dinastia. Não percebe o ridículo e, com isso, vai perdendo a popularidade que conquistou. E ao insistir em um parente na chapa presidencial, torna mais fácil a vida do lulopetismo.
Este ano eleitoral promete ser complicado. Vamos ter crises para tudo quanto é lado.
Que Deus faça surgir alguém que una o Brasil para ter uma opção longe de Lula e de Bolsonaro. O Brasil, sua história, seu povo e seus valores têm de se livrar deste verdadeiro pesadelo.
O voto deve de ser inspirado na razão, e não na emoção. E líder não pode cultivar rejeição por caprichos. Perde a liderança e perde o país.
Neste novo ano parece que a alegria mais provável do povo brasileiro seja a Copa do Mundo….
Publicado em: Jornal o Dia 29/12/25
