A VOLTA DOS FESTIVAIS

Neste momento de ressurgimento do Rio, estado e capital, antes de estudos pretensiosos e nem sempre ligados à realidade, e cabíveis na pressa que a sociedade pede, pode-se buscar em experiências anteriores vitoriosas a fonte de inspiração para a geração de eventos de sucesso e geração de novos.

A fama internacional do Rock in Rio fala por si só. Mas tivemos aqui, nos anos 1960, o sucesso dos festivais da canção e do cinema, em tempos em que se poderia supor hostis ao meio artístico, geralmente inconformado. Mas não foi o que aconteceu. Ambos os eventos fizeram do Rio notícia no mundo inteiro e ainda serviu para protestos locais, sabiamente ignorados pelos governos de então.

Ainda podemos atrair, no pós-pandemia e pós-vacinação, grandes eventos, como o que ligado aos arquitetos que ocorrerá ano que vem. O Rio, como centro de atração histórica do Brasil, capital do samba e do futebol, pode gerar um calendário de festivais, como de gastronomia nacional, na região portuária, e de tecnologia, no Museu do Amanhã. Também pode investir na volta da regata Rio-Buenos Aires e no fortalecimento do turfe, atrofiado pela demora na votação de projeto ligado ao jogo, que poderia ao menos beneficiar o turfe com a instalação das máquinas no Prado da Lagoa, gerando movimento intenso de turistas.

A semana da solidariedade poderia ser um evento que aproveitasse a tradicional Feira da Providência com uma outra, com eventos no Theatro Municipal, Estádio Gilberto Cardoso e na Cidade da Música, com atrações internacionais de bandas e orquestras, uma noite de tango argentino e de frevo pernambucano. Tudo em benefício de obras sociais. O investimento teria hotelaria e transportadoras como patrocinadores e o poder público investindo nos contratos com as atrações. Dinheiro que volta durante o evento via impostos e circulação do dinheiro na cidade. Temos gente do ramo para ajudar, pois esse tipo de gestão não é para burocratas nem políticos, mas para empresários da área do show business.

Petrópolis, por exemplo, poderia ter uma semana de música de qualidade, em convênio por exemplo com o Música no Museu , usando o Palácio de Cristal, de Quitandinha, Jardins do Museu Imperial. Já sendo polo gastronômico, a semana do vinho, atraindo consumidores, importadores e distribuidores. E, um curso de história do Império, de três dias, com renomados mestres e presença de um membro da Família Imperial nos eventos. Turbinar a festa alemã , que tem muito a crescer.

Não é possível que se fique na espera de dias melhores. Eles virão, mas temos de pensar o que fazer depois da pandemia. E lembrar de que todo mundo estará correndo atrás.

Pauta para unir Prefeito e empresários, com apoio da mídia é claro. O turismo no Rio tem região serrana, Vale do Paraíba como atrações complementares à capital, alargando a presença dos turistas entre nós.

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