A REFORMA DOS MILITARES

A Previdência Social está sendo reformada no Brasil como um todo, o tema é consenso entre as pessoas responsáveis. E quem se diz contra, como certas forças políticas, não sabe oferecer uma alternativa para a grave ameaça à nossa economia e aos próprios segurados. O mundo inteiro, aliás, está tratando deste assunto. A idade média, hoje, é maior aqui e na maioria dos países desenvolvidos ou em desenvolvimento.

O que soa estranho no Brasil foi a preocupação de se cobrar o projeto dos militares, que têm um regime especial por uma série de particularidades, como, aliás, outras carreiras. Todos sabem que a reforma vai atingir a todos e os militares não serão exceção. O que não se pode é admitir – infelizmente o governo  acabou admitindo – que um grupo de ressentidos levantasse a questão da prioridade ou da igualdade com os militares, que, é bom repetir, devem ter seu regime de aposentadorias modificado, mas a seu tempo e na medida do que é justo. Não era hora de impor o calendário, para dar nesta discussão que aí está.. Temos de tratar da idade mínima e dos tetos. Poucos países pagam, como o Brasil, pensões de até equivalentes 18 mil dólares. Nem país rico.

O mesmo vale em relação aos parlamentares, que se afastam de suas profissões ou atividades para exercerem mandatos. Quando não são reeleitos ou ao final de 30 anos, precisam ter do que viver, não é? Na verdade, o regime precisa apenas ser ajustado, já que, hoje, a aposentadoria é correspondente aos mandatos exercidos e existe uma contribuição  feita.

Trata-se também de um ajuste à nova realidade, incluindo uma idade mínima para começar a ser paga. No caso dos governadores, o justo seria manter a pensão, mas para pagamento no primeiro ano após término do mandato e, depois, ao completar 65 anos. Hoje, tem muito governador na faixa dos 40 que fica recebendo durante outros 40 anos, pois é comum passarem dos 80 anos de idade.

O assunto é delicado, deve ser tratado com isenção e sem paixão. Percebe-se que existe um grupo de políticos e mesmo de setores da opinião pública que implicam com militares, policiais, procuradores, homens que combatem o crime e a violência. Mas isso só Freud poderia explicar…

Uma canalhice embutida nessa injustificada cobrança sobre a prioridade da proposta relativa aos militares, pois é sabido que a carreira é de sacrifícios, traz limitações, riscos de vida. Além disso, só tem dado exemplos de bons serviços prestados ao país desde sempre. Foi um erro colocar  junto com a reforma geral.

Não vamos cair na pregação de gente mesquinha e menor!

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