A PAZ COM PAES

O ex-prefeito Eduardo Paes declarou que está examinando a possibilidade de disputar a Prefeitura, na próxima eleição. Ano passado foi surpreendentemente derrotado para o Governo do Estado, dentro de um quadro que merece uma avaliação, sem a pretensão de ser uma verdade, mas uma análise para exame do eleitor da Cidade Maravilhosa.

Eduardo Paes errou como político ao impor um candidato inviável à sua sucessão. Prova está que o escolhido chegou em quarto lugar, apesar da aprovação ao seu governo. Foi avisado por alguns amigos mais experientes nas coisas da política local. Foi infeliz numa conversa gravada, criminosamente, é claro, com o ex-presidente Lula, que repercutiu mal. E não assumiu o ônus da ligação que manteve com o presidente Lula e o Governo Cabral – ambos bem avaliados no primeiro mandato, pois foram reeleitos –, com os quais teve parcerias de alta relevância para  o Rio de Janeiro. Tivesse se explicado, talvez fosse compreendido por um eleitor que acabou sendo levado a escolhas temerárias. Ainda, apesar da “ajuda” do Prefeito  Crivela, existem bolsões de resistência a serem vencidos.

Agora tem de assumir uma candidatura que é mais do que nunca decisiva para a cidade. Ninguém pode negar honestamente que foi um grande prefeito por oito anos, criando as bases que facilitam uma retomada do crescimento e da qualidade de vida do carioca. Mais alto do que uma conversa infeliz, fala o BRT, o VLT, a Transolímpica, o Porto Maravilha, com seus túneis, e a coragem da derrubada da Perimetral. Foi o prefeito do MAR e do Museu do Amanhã. Conhece a capital e o Estado como nenhum outro neste momento. Inteligente, preparado, bem-educado, seguramente será melhor com o amadurecimento e o sofrimento. Certamente adquiriu a dose de humildade que lhe faltou no passado. É homem de boa formação familiar, com valores definidos.

O Rio, neste momento, não pode se dar ao luxo de ignorar a solução mais pragmática e segura para seus problemas. É preciso atração de empresas, mercado de trabalho para absorver a mão de obra mais qualificada, que possui e que anda migrando para São Paulo e até para o exterior, dividindo centenas de antigas famílias da cidade. Na verdade a próxima eleição vai definir o grau de realismo da sociedade. Não é preciso gostar de Eduardo Paes para votar nele, basta gostar do Rio de Janeiro e querer continuar a viver na cidade . Nada mais óbvio!

A crise nunca foi tão grave. Coincide com a nacional e a continental. No turismo o mercado argentino é o maior  e corre sérios riscos de sofrer grande diminuição pelo evoluir dos problemas do país que vem de fazer uma arriscada opção .

O Rio exige alguém com experiência, intimidade com a cidade, cultura afinada com o momento.

Eduardo Paes tem de escolher bem seu companheiro de chapa e se comprometer a terminar o mandato e não sair para a disputa estadual. É jovem, tem tempo para esperar.

Vamos pensar no assunto!

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