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O presidente Lula pode não ser reeleito, mas não o será por falta de competência política. Sua trajetória é ímpar nas democracias, até pela longevidade, paciência e coerência. Seus erros são mais por conta de uma visão deturpada e ultrapassada de temas econômicos que hoje orientam políticos e governantes a errarem ou acertarem na gestão pública. E, quando erram, pagam.
Esta eleição coloca sua habilidade à prova ao alimentar uma polarização que o elegeu e quer ver repetir agora. Em 22, sendo. oposição prometeu muito , mas, em 26, é cobrado pelo que não fez. Mas sobrevive pela rejeição ao antecessor que gerou tantas trapalhadas e erros políticos que perdeu uma reeleição quase certa pelo acúmulo de bobagens.
Bolsonaro não ouvia ninguém – exceto seu notável ministro Paulo Guedes – e passou o governo gerando atritos com tudo e com todos. Derrotado, perdeu o juízo, acabou preso e indicou um filho para seu lugar de forma monocrática. Não consultou ninguém, como é de seu feitio. Em mais duas semanas teremos nas livrarias o livro do Brigadeiro Carlos Alberto Almeida JR contando dos delírios do então Presidente.
Só Lula, se cometer algum erro, pode favorecer a eleição de Flávio. Lula tentou um vice “puro sangue”, mas, ao perceber que poderia ser um erro fatal, recuou e, repetindo o acerto anterior, ficou o mesmo vice.
Agora dialoga com os presidentes da Câmara e do Senado em jantar privado na casa do ministro Alexandre de Moraes. Inacreditável que o destino tenha levado um país como o Brasil a esta opção em momento tão delicado que vive, assim como o mundo.
Tudo isso no mesmo país que há séculos tinha exemplos de excelência na política, pela liderança, pelo talento, como no Império e depois Getúlio Vargas, Carlos Lacerda, Adhemar de Barros, JK e exemplos de austeridade e responsabilidade como os militares de 64. O que terá acontecido?!
Publicado em: Jornal O Dia 17/08/26
