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O filho de Bolsonaro indicado pelo pai para disputar com Lula da Silva à Presidência da República, em outubro, coleciona problemas que vão esvaziando sua candidatura. Esta semana marcou a entrada de sua mulher, Fernanda, como alvo de especulações sobre compra de imóveis em dinheiro vivo e a casa de mais de um milhão de euros com financiamento de 30 anos, mas que foi paga em três anos de maneira pouco clara. Políticos começam a considerar que a perda de possibilidades de disputar bem a segunda volta pode provocar a substituição de seu nome pelas forças que apoiam o pai, que está preso em casa. Dificuldades de apoios sólidos no Rio, Ceará e em Minas indicam que a queda deve se acentuar.
VARIEDADES
· A fábrica da Fiat no Brasil completou 50 anos. Foi a primeira fora da Itália e hoje é líder na indústria nacional, tendo ultrapassado a Volkswagen, que foi a maior por décadas.
· Esgotada a venda de entradas para o show de Elton John, em setembro, no Rock in Rio.
· O Gajos D’ouro pode não ser o melhor, mas é o mais caro restaurante do Rio. Seus empregados são os do antigo Antiquarius – e Pousada de Elvas, antes do 25 de Abril –, que foi o maior sucesso dos anos 1970 até a virada do século. Uma posta de bacalhau está custando cem euros. Os donos investiram muito na casa de Ipanema.
· O escândalo do Master não para de surpreender. Depois da descoberta do filho de Bolsonaro chamando o banqueiro de “irmão” e pedindo dinheiro para um filme sobre o pai, um financiamento de um milhão de euros foi feito ao presidente da Federação dos Bancos, cujo pagamento não está bem documentado.
· O jornalista Renato Machado, que apresentou importantes programas jornalísticos na Rede Globo, onde trabalhou por 40 anos, faleceu aos 83 anos.
· A Localiza e a Movida, maiores locadoras de automóveis do Brasil, juntas, têm frota superior a um milhão de veículos.
· Lula teria estimulado o tranquilo diplomata Mauro Vieira, que é o ministro das Relações Exteriores, a subir o tom nas críticas ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a quem chamou de “grosseiro e arrogante”. Lula quer fazer dos ataques a Trump uma bandeira eleitoral.
· O Novo Banco vendeu ao Vila Galé o antigo Hotel Sheraton de Recife, de 300 quartos, que estava fechado desde a pandemia. O valor não foi revelado.
· O Rio vive até o próximo sábado um festival gastronômico voltado para harmonizar as cozinhas portuguesa e brasileira. São 50 restaurantes e chefs, com prova de vinhos, no Copacabana Palace.
· A recente Copa do Mundo, com a presença medíocre do Brasil, confirma que o futebol já não tem o apelo das últimas décadas. Além da decepção, ficaram os prejuízos com estoques de cerveja e aparelhos grandes de televisão. Os altos custos nos EUA, onde o torcedor poderia gastar mais de 40 mil dólares para os três primeiros jogos, influíram para que a torcida oriunda do Brasil ficasse em torno de três mil apenas.
· As entidades ligadas ao futebol envolvidas em casos de corrupção, como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), colaboram para o desgaste daquele que foi “o esporte das multidões”. Os jogadores e dirigentes ficam ricos e os clubes, endividados.
Publicado em: Semanario Sol.pt 25/07/26
