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As condecorações de toda natureza através dos tempos e sempre oportunas têm o sentido de evocar feitos e personalidades que se destacam no dia a dia das sociedades, sem necessariamente ganharem a notoriedade e a popularidade comum nos políticos, governantes, artistas, escritores, desportistas. São cidadãos que não disputam cargos, não competem, mas são vitoriosos na profissão, nos serviços prestados à comunidade, sem objetivos pessoais que não os de servir. Apesar do anonimato, eles se notabilizam pelo exemplo, pelos ofícios prestados, pelo exercício da cidadania, da fé, da cultura a serviço da sociedade.
Esta semana a Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), que é presidida por um homem especial no idealismo, habilidade e competência com que atende à nobre missão da entidade que dirige, Antonio Florencio Queiroz, houve por bem condecorar um cidadão relevante no Rio de Janeiro, o advogado Daniel Konder Homem de Carvalho, com a medalha do Estácio de Sá.
Nada mais merecido e oportuno. Daniel é destes casos de cidadão que, sem prejuízo de sua atividade profissional, nunca deixou de servir a todos, exercendo cargos de responsabilidade no setor público, no privado, religioso e no associativo. Nunca deixou de ser advogado e professor de Direito, funções exercidas com dedicação e correção.
Tendo o espírito público no seu DNA, muito jovem emprestou seu idealismo na direção da Rioarte, órgão que cuida da cultura em nossa cidade, numa geração que a sensibilidade de Leonel Brizola deu oportunidade em suas passagens pelo poder. Depois, foi dirigente do Detran plantando o modelo de prestação de serviços ao cidadão pelo órgão, responsável pela simplificação de documentos que levavam o cidadão à loucura, como a carteira de motorista, de identidade . Mais adiante, fez da Loterj que presidiu um instrumento de ação social relevante no Estado.
A marca da disponibilidade sem nada pedir e muito a oferecer o fizeram altamente respeitado. Desde o primeiro instante da Associação Cultural da Arquidiocese do Rio, foi braço direito de Sérgio Pereira da Silva e hoje é o vice-presidente de Marcelo Torres. Não se negou à verdadeira cruzada em momento difícil que viveu a Associação Comercial do Rio, ajudando o presidente José Antônio Nascimento Brito em meio à crise vivida pela cidade na pandemia, assumindo a presidência da entidade com exemplar sucesso.
No campo pessoal foi impecável filho e é pai presente e companheiro dos filhos , marido afetuoso.Amigo correto e solidário .
A entrega da medalha nos deixa no dilema de cumprimentar o homenageado pelo merecido reconhecimento ou ao líder da Fecomércio pela feliz inciativa. Ambos são dignos de aplausos pelo exemplo dado a todos de lembrar que existem cidadãos com compromisso público e responsabilidade social.
Publicado em: Jornal Correio da Manhã 12/02/26
