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O aniversário de personalidades públicas ou privadas, intelectuais e desportistas justifica a abordagem de suas vidas e da contribuição dada à sociedade.
Esta semana marcou mais um aniversário de Nuno Vasconcellos, que os leitores de O DIA conhecem pela leitura dominical do seu “Olhar sobre o Rio”, um texto de bom senso e amor ao Rio. Mas muita gente não sabe que ao lado do jornalista vive um empreendedor, criador de projetos vitoriosos tanto aqui como em Portugal, país onde nasceu e começou a trabalhar ainda muito jovem.
Herdou do pai o empreendedorismo e da mãe o carisma pessoal. Participou do grupo do emblemático jornal português EXPRESSO, que o pai ajudou a fundar, sendo o segundo maior acionista. Mas vendeu suas ações e criou o ECONOMICO, jornal inovador até em termos europeus, presente no digital com moderno e pioneiro sistema de imagem. Foi também relevante na maior empresa de telecomunicações portuguesa, Portugal Telecom, atropelado pela derrocada do Grupo Espírito Santo ao qual estava associado.
Encerrada esta experiencia veio para o Brasil, adquirindo o O DIA e lançando o Meia Hora, o mais vendido no Estado e o quarto mais vendido do Brasil. Sua base é o portal IG, um dos maiores do Brasil, com notável presença nas mídias e no comercio digital. Coordenou o resgate do maior centro de entretenimento temático de São Paulo, o Hopi Hare, hoje um sucesso.
Este jovem empreendedor encarna a luso-brasilidade, pois agrega a criatividade brasileira a experiencia histórica de Portugal. Tem filhas portuguesas e filho brasileiro. Sediado em São Paulo, tem o coração carioca e organizou com sua Rafaela a reunião da família em Trancoso, onde a Bahia exibe toda afinidade do Brasil a Portugal e Angola, tendo a mesa sua carismática mãe, a matriarca Izabel Rocha dos Santos.
Roberto Campos costumava dizer que o progresso econômico e social das nações se deve sobretudo ao empresário, pois ele é que gera renda, emprego e mercado competitivo. O operário, dizia Campos, deve o emprego ao empresário, assim como o funcionário pois é com dinheiro dos impostos que paga é que o governo monta seus serviços. E empreender é talento, vocação, intuição e coragem. Coisas que não faltam a Nuno Vasconcellos.
Os países mais desenvolvidos, econômica e socialmente, possuem muitos empresários e os valorizam. Precisamos criar no Brasil uma mentalidade que destaque os empreendedores. Afinal eles correm riscos, quando erram sofrem as consequências, já no estado socialista quando o burocrata erra todos pagam.
Obrigado Nuno por servir de forma tão significativa ao progresso do Brasil.
Vida longa.
Postado em: JORNAL O DIA 24/11/25
