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Esquerdistas e equivocados burgueses costumam difundir narrativas econômicas e políticas distantes da realidade do momento que vivemos e das experiências inquestionáveis por não serem narrativas, e sim fatos.
Há um certo constrangimento, ou receio de ser tachado de “reacionário”, em se defender o lucro. Uma visão deturpada do cristianismo de que o lucro seria “pecado”, “exploração”, “abuso”. O lucro, entretanto, é a mola do progresso, seja ele pessoal, empresarial ou de uma nação. Como progredir sem ganhar para investir, para empreender, para poupar, para fazer a economia girar? O lucro é a justa recompensa pelo trabalho, pela qualidade, pela produtividade. No capitalismo, o lucro recompensa os eficientes, enquanto o prejuízo pune os ineficientes; ao contrário do socialismo, que não premia o trabalho e divide igualitariamente o custo da ineficiência, do desperdício, da indolência.
O atraso de muitos países se deve a este preconceito lastreado no ressentimento dos derrotados ou indolentes, que apelam para a defesa de obstáculos na tributação sufocante, na legislação laboral para proteger o mau funcionário e punir quem ousa gerar empregos, deturpando o da Carta do Trabalho da Itália nos anos 30, que visava proteger o assalariado de atrasos no pagamento, de mais das oito horas diárias de trabalho, garantir o repouso remunerado que ganhou o mundo democrático. O espírito era a proteção do trabalhador e não a punição do empregador.
O século XX, dos grandes avanços da humanidade na qualidade de vida dos povos, foi interessante laboratório de experiências sociais e econômicas.
O comunismo e o socialismo tiveram décadas de dominação em parte da Europa e travou o progresso econômico e social e implantou ditaduras que negavam o direito do ir e vir, da propriedade, da religião e até da vida familiar. Não existe um caso de qualidade de vida e felicidade de uma sociedade. Produtos de baixa qualidade, sem concorrência, escassez, falta de perspectiva de ascensão que não pela militância política. Uma tragédia que se abateu nos povos que viveram atrás da Cortina de Ferro, na América Latina, nos quase 70 anos do drama de Cuba, uma nação de povo alegre, trabalhador, que viu sua qualidade de vida decair para uma infindável restrição de pão e liberdade, curiosamente com aplausos de intelectuais que preferem fugir de regimes reacionários em Paris e não em Havana.
Capitalismo não é apenas a liberdade de empreender, de ter, crescer. Mas sobretudo é o mercado que dá ao consumidor a liberdade da escolha, da busca do melhor e a melhor preço, de preferir a qualidade. A liberdade de escolher onde morar, o que fazer. As maiores democracias do mundo são capitalistas.
Com habilidade e dentro do leninismo, muito mais perigoso e eficiente do que o marxismo, exploram ressentimentos de toda natureza, geram narrativas e pregam um “estado social” que vem se constituindo no mal que distorce a maneira que o estado deveria de atender aos menos favorecidos. A última moda é a contribuição em dinheiro para “ajuda” que vem desestimulando a busca do emprego, deixando por conta de quem trabalha o sustento de parcela jovem e saudável da população. No Brasil, são 38 milhões de pessoas que ganham sem trabalhar. No estado do Piauí, o número de “assistidos” é maior do que os trabalhadores formais.
A grande vítima desta situação que muitos países vivem acaba sendo a democracia, pelos custos que se paga por sistema baseado no voto, que é manipulado por essas práticas de insensibilidade social e esperteza política.
Postado em: JORNAL DIABO PT 22/11/25
