PORTUGAL: O ÚLTIMO DOS MOICANOS

O escritor, ensaísta e jornalista Mário Vargas Llosa, Prêmio Nobel e, sem dúvida, o mais importante intelectual em atividade que mantém uma linha política democrática, centrista no sentido da colocação da verdade e do bom senso. Graças a Deus seus textos são publicados em dezenas de periódicos importantes pelo mundo.

Pertence a uma safra de notáveis, atraídos na mocidade pelo comunismo, depois pelo socialismo, para, por fim, aderirem a democracia, da economia de mercado, dos valores da liberdade. Estes homens andam meio esquecidos, pois não são lembrados pelas “milícias” de esquerda que dominam a crítica literária  e editoras. Hoje comunista estalinista pode ir a televisão, conservador de direita , simpatizante de regimes muito mais suaves do que o soviético, são censurados por peseudodemocractas.

Todos companheiros de Vargas Llosa,  homens de obra de referência, como Fernando Arrabal,teatrólogo , o autor da impecável Carta a Fidel Castro, nunca editada no Brasil, mas que teve grande edição em Portugal pela editora Brasil-Europa; Jorge Semprun, espanhol de esquerda que foi para a França, se tornou francês e chegou a ministro da Cultura. Foi dos primeiros a romper com o Partido Comunista, na invasão da Hungria e depois na intervenção na Tchecoeslovaquia.

No cinema, um dos destaques foi o grego Costa Gravas, de grande coragem e talento numa série de filmes em defesa da democracia no leste e na sua Grécia. Outro foi Yves Montand, cantor e ator biografado por Semprun em livro imperdível.

Hoje, para ser lembrado tem de ter sido ardoroso amigo e hóspede de Fidel Castro, como Garcia Marques, chamado carinhosamente de “Gabo” e cúmplice do regime castrista, que usufruiu como convidado especial e permanente na luxuosa ilha de Fidel, no Caribe. Ou o nosso Saramago, que dizia que não residia em Portugal por causa do regime, mas, depois do 25 de abril, continuou a morar nas ilhas espanholas.

Na área da economia só se publica economistas  que procuram reformar o capitalismo que comprovadamente serve à liberdade política e à Justiça Social. Mas estão nas livrarias, no lugar de Hayek, Von Mises, Aron, Friedman,  Thatcher  e Reagan, que fizeram o progresso do século passado e que no Brasil tiveram como discípulo Roberto Campos, inspirador da política liberal do governo Bolsonaro.

Vargas Llosa, aos 82 anos, tem imensa responsabilidade: preparar sucessores.

 

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