O pós-marxismo da nova esquerda

A globalização, fruto da velocidade da informação e democratização pela via das redes sociais, vem gerando simultaneamente oportunidades de incitação de malfeitos em todo o planeta. E a denúncia de novas castas a usufruir de privilégios antes usufruidas pelo empreendedorismo, a poupança e o estrelato na mídia , no esporte ou no entretenimento.

O instituto da herança, tão combatido pelas esquerdas, é, na verdade, um instrumento de estímulo à poupança, ao investimento e ao trabalho. E rende, pela via dos impostos, receita para os estados aplicarem nos serviços públicos, incluindo programas sociais. Mas a esquerda quer acabar com as heranças, que não mais permitem o ócio dos beneficiários, tendo em vista a pouca rentabilidade do capital financeiro ocioso. O herdeiro moderno sabe que precisa trabalhar o que receber para manter a sua qualidade de vida. Mais do que nunca a falta de juízo leva ao” pai algo, filho fidalgo e neto pobre”.

O Judiciário, instalado nas edificações mais modernas e confortáveis das cidades, pela sua morosidade, acaba por favorecer sempre os que podem pagar bons advogados, tornando os delitos convenientes pela possibilidade de ficarem impunes pelo lento caminhar dos processos. Mas os socialistas não reclamam disso.

Os privilegiados, hoje, já não são os grandes proprietários de terras, banqueiros, empresários em geral, que, na verdade, exercem funções de alto risco. Vida tranquila e bem remunerada está com os grandes profissionais liberais, como médicos, advogados e arquitetos bem-sucedidos. E os que chegam ao exercício de funções públicas, que, atualmente, na maioria dos países latinos, ganham salários e vantagens superiores aqueles pagos pelo setor privado. Sem falar nos regimes ditatoriais, como na Venezuela, outrora país muito rico, hoje com uma casta militar a se locupletar de uma economia marcada pela escassez de todo tipo de produtos, criando a maior população miserável da América Latina, depois de Cuba. De lá, ainda se pode fugir.

O capital acumulado, poupado ao longo de décadas, já não serve para garantir uma reforma digna a seus titulares. As aplicações financeiras não têm juros, o imobiliário está sob o cerco do fisco e de gestão ameaçada por leis demagógicas que tornam o arrendamento temerário. Muitas cidades pelo mundo estão com imóveis fechados ou à venda. As rendas tendem a crescer pela queda da oferta e pelo risco de ter de manter um arrendatário que não pague por idade ou por falta de emprego, garantido por lei. Na verdade, é o caso típico de se fazer benesses com o chapéu alheio, pois o justo seria o valor do arrendamento dito social ser assumido pelo Estado. Hoje, uma viúva fica sem a renda para comer, para garantir habitação à outra cujo marido não foi previdente.

Por fim, o desmonte da sociedade passa pela negação dos valores religiosos e a pauta inútil de se discutir opções sexuais, permitir toda e qualquer manifestação alegadamente cultural que ofenda símbolos cívicos, religiosos ou mesmo éticos e morais. Tudo em nome de uma democracia que não acreditam nem muito menos praticam pois são intolerantes por origem.

A corda prevista por Lenine para a burguesia aristocrata se enforcar está sendo tecida pelo inacreditável endividamento dos países, das empresas e das famílias. Uma bomba que vai estourar mais dia, menos dia.

Este é o mundo da modernidade, exaltado nas mídias dominadas pela esquerda pagã e anticapitalista, depois que a realidade desnudou a fraude do marxismo como fator de justiça social..

 

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