Investir no interior

Os grandes centros custam muito caro em termos de investimentos viários, na saúde e na educação. Uma grande concentração populacional torna as cidades de maior porte problemáticas, com reflexos na qualidade de vida da população, na segurança e na geração de empregos para a juventude. A capital do Rio de Janeiro está saturada, engarrafada, assim como a Baixada e a Grande Niterói. A prioridade deve ser a área de serviços, como turismo, educação, cultura e tecnologia.

É preciso uma política industrial para aproveitar todo o potencial, mão de obra, conexão de transportes, mercados, em cidades como as da região serrana, sul fluminense e Três Rios. Todas com capacidade de abrigar qualquer tipo de indústria.

Também se faz necessário voltar a dotar o Rio de um mínimo de produção agrícola, para seu abastecimento na área leiteira, dos hortícolas, fruticultura, avícola e algumas culturas de valor agregado como macadâmia e café. Não seria de todo desproposital retorno da cana ao norte do Estado para fornecimento do álcool para o consumo estadual. A perda na produtividade poderia ser compensada pela proximidade do mercado consumidor. O norte do estado tem, hoje, um forte instrumento para atrair investimentos: o moderno Porto Açu.

O polo automotivo de Porto Real e Rezende é prova de que o estado pode fixar empreendimentos de grande porte.

O Rio vem sofrendo com a perda de lideranças empresariais capazes de promoverem uma política de investimentos sólidos, embora algumas vozes com respaldo efetivo se façam ouvir, como a da ACRJ, onde a presidente Angela Costa é empresária de verdade, com duas indústrias de referência na área da embalagem. Mas tem sido uma voz muito solitária.

O estado pode atrair para a capital a sede regional de grandes empresas que estão saindo da Argentina, como foi o caso da Coca-Cola. Mas são muitas, algumas já se instalando em Montevideo. O Rio, com novos dirigentes e com a cobertura do presidente, que fez carreira no estado, pode atrair estas empresas, que geram empregos de qualidade e fazem movimentar a economia.

Vamos pensar no assunto!!!

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