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Uma cortina de silêncio de inspiração esquerdista impede que o debate sobre economia, distribuição de renda e qualidade de vida dos trabalhadores toque no ponto fundamental da geração de bons empregos e renda. E também se fala em democracia e liberdade, pela cabeça das esquerdas que tem histórico de pouca democracia, pouca liberdade, além de pouca prosperidade.
As novas gerações nas classes médias começam a despertar para a realidade e aqueles que trabalham ou estudaram em países verdadeiramente capitalistas começam a perceber a verdade. Muito embora estes países sejam sempre alvo da pregação do atraso, como é o caso do Reino Unido e até mesmo dos EUA. E de silenciosa invasão via imigração ilegal.
A sabotagem da geração de investimentos de qualidade e que geram bons empregos, e bons salários, começa pela atividade sindical e as leis laborais, que inibem o emprego para manter o cidadão refém do poder público.
Quem ganha bem tem seguro de saúde e não depende da rede pública, que vive em greves seguidas, e os serviços são afetados pelo absenteísmo presente e tolerado. Quem ganha bem coloca os filhos nas escolas privadas de qualidade maior e que facilitam o acesso ao mercado de trabalho. Por isso, os socialistas não querem uma economia moderna. Preferem que países como Portugal e Brasil tenham média salarial modesta e explorem setores econômicos de baixa remuneração. Para inibir investimentos de qualidade, além das leis laborais, que por vezes beiram o ridículo, têm os gastos públicos que provocam inflação e altos salários e impostos.
A esquerda vive de iniciativas incompatíveis com o progresso, como trabalhar menos horas semanais, transporte público gratuito e tolerância com imigração de baixa qualidade.
A democracia que estimula medidas protecionistas, paternalistas, tem custado caro aos povos cativos da demagogia. Outros meios de inibir investimentos são as preocupações “ambientais”, pois acham que preservar meia dúzia de árvores, por exemplo, é mais importante do que gerar cem empregos. Nada polui mais o meio ambiente do que a pobreza, a falta de saneamento básico e de água tratada. A demagogia também inibe o setor
privado a investir na habitação social, que poderia ter alguns estímulos fiscais para atender a emergência do problema.
O poder público tem investido muito no setor cultural, gerando empregos públicos para uma classe média que anda gerando jovens voltados para pintura, cinema, música, teatro, dança; atividades bem remuneradas no setor privado para quem tem talento. Quantos espaços não poderiam estar sendo usados para aprimorar a qualidade da mão de obra?
Um choque de capitalismo, estimulando investimento, tecnologias, seria uma política social mais adequada do que os gastos cujo objetivo é atender a um público específico. Antes de certos investimentos, deve-se gerar recursos para o Estado que não seja de impostos altos ou dívida pública. O Estado tem de arrecadar na circulação da riqueza e não explorar quem produz.
Até no turismo, que gera emprego e divisas, muitos governos cometem o equívoco do turismo barato, que não emprega, não gera lucro e sobrecarrega a vida das cidades.
Dizem que o dr. Salazar coibia o turismo de massa no Algarve e estimulava o de luxo, o golfe, pois queria quem gastasse cem dólares por dia, entre hospedagem e refeições – uma boa soma na época –, e não o trabalhador alemão ou inglês, que consumia a eletricidade, gastava pouco e usava muito a infraestrutura pública. A ser verdade, tinha toda razão, pois o turismo barato congestiona aeroportos, estradas, assusta a quem interessa.
Muitos países que não temem o capitalismo estão atraindo investimentos. Desde os Emirados até países com governo de esquerda, mas espertos. É o caso do Uruguai, que facilita o domicílio fiscal e só quer saber da origem do dinheiro quando chega e depois não fica perturbando o investidor. A praça bancária de Montevideo é maior do que a de Buenos Aires e está perto da Paulista. Agora o domicílio fiscal pode ser pela via do imobiliário, o que faz das praias uma atração para argentinos e brasileiros.
Capitalismo também é democracia, pois o cidadão tem liberdade de ganhar, guardar e gestar como quiser. A loucura chegou ao ponto de que hoje um cidadão encontra dificuldades em dar um presente de cinco mil dólares a uma pessoa amiga tais as explicações que deve dar à loja, especialmente se for uma grife de luxo.
Defender democracia é defender capitalismo. Antes que seja tarde…
Publicado em: jornal O Diabo.pt 31/01/26
